quarta-feira, 31 de julho de 2013

Certas coisas

Eu não sei o porque tantos desencontros, um destino caprichoso cheio de acasos, mas como num filme nos encontramos na última cena, pra um último beijo que poderia ser o primeiro, que poderia ser qualquer um, mas escolheu ser o mais importante.
Tem coisas que não consigo demonstrar, melhor seria abrir o peito e arrancar sentimentos, fazer deles colares e colocá-los em torno do teu pescoço, dar-te a coroa que pesa sobre minha cabeça e dizer-te: reina sobre mim, reina assim de mansinho sem que eu perceba, coloca a boca no meu ouvido e vai me virando a cabeça, faz-me ateu, escravo teu, todo teu.
As vezes silencio e choro no escuro, mas tudo fica bem quando você tenta me convencer de que o mundo é bom e que pode ser melhor nos teus braços, que posso passar dias abrigado em teu abraço, levar a vida enamorado em teus laços, que teu sorriso pode me abrir as manhãs, que se andarmos juntos o paraíso não há de ser tão longe assim, talvez  contigo o inferno não seja algo tão ruim.
Meu pecado é teu perdão e se há amor não há tempo gasto em vão. Minha alma posta nua abre teu corpo, em noites de amor, onde, quisera eu, as noites fossem eternas. E na paz de quem encontra o que procura é que acabo me perdendo em versos que te escrevo, como se o meu maior direito fosse o de te dizer certas coisas e não as coisas certas.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O amor seria mais amor...

Pois é...
O amor seria mais amor,
Se fosse feito pra nós dois ...
A vida seria melhor,
Se não nos deixasse pra depois..

Pois é...
O amor seria mais amor,
Se a vida fosse um filme...
Se no final te salvasse do perigo
E te calasse a boca com um beijo.

Sei lá...
O amor seria mais amor,
Se meu olhar falasse,
Se de repente soubesse
Chegar na hora certa,
Com a porta aberta...

Sei lá...
O amor seria mais amor,
Se os dados do destino mudassem,
Se por acaso te encontrasse,
E fôssemos a algum lugar qualquer...
Porém juntos... 

O amor seria mais amor,
Sem tantos poréns...
Sem tantos depois...

sábado, 20 de julho de 2013

Imensidão

Talvez houveram antes de nós mil amantes, talvez tenham feito mil juras, talvez todas essas juras tenham durado mil anos... Aí acabaram-se os amantes...os amores, as juras e os anos...
Nós estamos sós...
Só nós...
De mãos vazias te peço e me dou...
De coração aberto sou mendigo e rei,
Com cara de bobo tento te explicar aquilo que não sei...
E dessa vida, quase nada sei..
Mas é no silêncio de teus beijos, 
Que encontro todas as respostas.
E esqueço desse mundo que só quer me ver pelas costas...
Não te prometo amores que durem mil anos...
Mas te darei morada em mim,
Poderás ver através de meus olhos,
E sentir o que toco...
E nossos corpos se confundirão
Em sentidos e percepção...
Na imensidão de ser.
E mesmo quando não houver mais amor ou jura...
Ainda morarás em mim...
E pra toda dor, serás ainda minha cura.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Inflexível

Não costumo me dobrar, queria correr sinuosamente como um rio, mas não é assim que sou... sou inflexível, por isso as vezes o tempo me quebra, a saudade me rompe, o coração me parte em pedaços variados.
Sempre soube que viver assim não seria fácil, mas como bom homo sapiens, aprendi a caminha com as costas eretas, porque assim a visão é melhor e enxergar do alto é enxergar além. Perdi as contas de quantas vezes me negaram, de quantas vezes me bateram ou tentaram me subornar em troca da minha servidão, mas todo homem nasce livre e é assim que deve morrer, o contrario seria assinar um contrato de venda da própria alma, mas nem tudo nessa vida tem um valor, e mesmo as coisas valoradas quase nunca correspondem ao que realmente deveriam valer.

domingo, 7 de julho de 2013

Por um triz

Agora estamos por um triz,
Uma dose de desatenção por favor...
Acabaram-se os anéis de estrelas
E as noites de amor,
As noites são mais negras
São tão  turvas e densas,
Que mal posso esperar o amanhecer...

A felicidade é flecha ligeira que logo passa,
Se acerta, quando parte fere
E quando fere, não nos parece tão doce.

Doce é o fim, o amado fim...
Onde tudo parece mais belo,
Tudo que se sonhou eterno...
Tudo por um tríz...

Um desenho feito a giz,
Que a chuva lava,
Que o tempo apaga,

Mas não há problema
Não há tempo,
Coisa chata deve ser a eternidade...
Fosse tão boa,
Nenhum Deus invejaria um mortal.