Há pouca vida nas ruas e muita pressa,
Há mais prédios do que vida...
E ao cair da tarde,
As janelas se ascendem como faróis
Tentando iluminar o medo que a treva esconde
Há mais prédios que vida...
Há pouco céu na cidade
É um céu cinza e turvo,
Esquecido em meio aos arranha-céus.
E a periferia cresce pelos flancos,
São como formigueiros brotando de todos os lados
E vão se procriando, em meio ao calor e o esgoto aberto.
Enquanto a civilização beira à barbárie,
E a lógica foge das probabilidades.
Há muita gente passando nas ruas,
Ruas que não levam a lugar nenhum...
Um disparo acidental,
Um furto, carros colidem no sinal,
Nada fora do normal
É a vida seguindo seu curso
O trágico curso que incide no caos...
segunda-feira, 28 de março de 2016
sábado, 19 de março de 2016
Poeminha
Quantos amores haverão de caber nessa vida,
E já me cansa tantos versos em linhas tortas...
Tempo de travessia...
Ando cansado, ando as tontas, as tortas...
Apenas ando...
Apenas amo...
Amores desmedidos que me caibam,
E ainda assim, nos quais eu transborde.
E já me cansa tantos versos em linhas tortas...
Tempo de travessia...
Ando cansado, ando as tontas, as tortas...
Apenas ando...
Apenas amo...
Amores desmedidos que me caibam,
E ainda assim, nos quais eu transborde.
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