Deixa eu te guardar na minha gaveta que anda assim desarrumada
Quem sabe não é tua falta que bagunça tudo.
Deixa eu te guardar na minha gaveta:
São quatro cantos e um espaço que cabe muito bem nós dois.
Prometo deixar um fresta por onde entrarão os primeiros raios de sol todas as manhãs
Prometo te levar para os teus passeios mundo a fora.
Vem morar comigo, fica comigo e vive na minha gaveta.
Pois é lá que desde pequeno guardo meus medos, sonhos de infância, cartas de amor, brinquedos perdidos...
Coube a minha vida inteira nessa gaveta,
Mas eu acabei bagunçando,
Arruma a gaveta pra mim.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
Primevo
Em algum momento perdi o tempo das coisas tangíveis
Tornei-me Insensível as fatídicas tragédias cotidianas.
Eu não sabia quantos temores traz a noite escura vivida em agonia.
Como podem os homens lá fora viverem assim
Se esgueirando entre esquinas, becos e vielas.
Com salários mínimos e e onze horas de trabalho
A barbárie só cresce.
Mas já não me importo
Com os mortos que se amontoam a minha porta
Com os vivos que nascem abandonados,
Por alguma razão que agora desconheço
Perdi o tempo também das coisas acontecidas:
Provas de faculdade, fantasmas a minha porta,
Memórias que insistem em vir.
Agora é só o silêncio desesperador,
O Mesmo silêncio que havia antes do mundo ser mundo...
O silêncio que separa as pessoas apressadas nas ruas
Que mesmo com todo o barulho de carros engarrafados,
Ainda escuto todos os dias
O que impede que eu atire no vizinho que fecha a minha garagem às oito da manhã?
Porque que me subjugo?
... E num momento de descuido
O primata depressivo que mora em mim desde as eras mais antigas grita
Está perdido ou escondido aqui dentro
Mas é tão real quanto o peso das coisas acontecidas:
Provas de faculdade, fantasmas a minha porta,
Memórias que insistem em vir.
Sou meu próprio algoz,
Sou eu quem me oprimo.
Muito mais que a ordem econômica classe social
Policia prisões moral e religiões
Sou eu quem me nego todas as manhãs
Me domino
E deixo à fera que mora em mim à mingua
Para que morra de fome
Mas a ela não morre.
E diz: Eis-me aqui.
Afinal o que sou, ou era...
Antes de me perder n tempo das coisas...
Viagens contas mulheres repudio
Entre tantos abismos
Acidentes e comercios
Lucros e drogas
O que sou numa tarde de uma terça feira
Trancado em casa escutando o vazio
Quando posso pensar qualquer coisa,
Ou numa madrugada insone
Onde não há perdão para os pecados
Longe dos olhos curiosos.
O que eu era antes de me perder no tempo das coisas que me atormentam?
E o que serei amanha?
Antes de sair de casa,
Quando o vizinho que fechar minha garagem com sua motocicleta?
Tornei-me Insensível as fatídicas tragédias cotidianas.
Eu não sabia quantos temores traz a noite escura vivida em agonia.
Como podem os homens lá fora viverem assim
Se esgueirando entre esquinas, becos e vielas.
Com salários mínimos e e onze horas de trabalho
A barbárie só cresce.
Mas já não me importo
Com os mortos que se amontoam a minha porta
Com os vivos que nascem abandonados,
Por alguma razão que agora desconheço
Perdi o tempo também das coisas acontecidas:
Provas de faculdade, fantasmas a minha porta,
Memórias que insistem em vir.
Agora é só o silêncio desesperador,
O Mesmo silêncio que havia antes do mundo ser mundo...
O silêncio que separa as pessoas apressadas nas ruas
Que mesmo com todo o barulho de carros engarrafados,
Ainda escuto todos os dias
O que impede que eu atire no vizinho que fecha a minha garagem às oito da manhã?
Porque que me subjugo?
... E num momento de descuido
O primata depressivo que mora em mim desde as eras mais antigas grita
Está perdido ou escondido aqui dentro
Mas é tão real quanto o peso das coisas acontecidas:
Provas de faculdade, fantasmas a minha porta,
Memórias que insistem em vir.
Sou meu próprio algoz,
Sou eu quem me oprimo.
Muito mais que a ordem econômica classe social
Policia prisões moral e religiões
Sou eu quem me nego todas as manhãs
Me domino
E deixo à fera que mora em mim à mingua
Para que morra de fome
Mas a ela não morre.
E diz: Eis-me aqui.
Afinal o que sou, ou era...
Antes de me perder n tempo das coisas...
Viagens contas mulheres repudio
Entre tantos abismos
Acidentes e comercios
Lucros e drogas
O que sou numa tarde de uma terça feira
Trancado em casa escutando o vazio
Quando posso pensar qualquer coisa,
Ou numa madrugada insone
Onde não há perdão para os pecados
Longe dos olhos curiosos.
O que eu era antes de me perder no tempo das coisas que me atormentam?
E o que serei amanha?
Antes de sair de casa,
Quando o vizinho que fechar minha garagem com sua motocicleta?
domingo, 18 de dezembro de 2016
ironia
Dizem que ele só sorria,
Vivia de amores, era cheio de alegrias.
Aí então, um belo dia...
Surpreendeu a todos e morreu.
Por trás do que sorria,
Havia sempre uma agonia.
Enganou com sorrisos falsos
E engasgou com o que sentia.
Vivia de amores, era cheio de alegrias.
Aí então, um belo dia...
Surpreendeu a todos e morreu.
Por trás do que sorria,
Havia sempre uma agonia.
Enganou com sorrisos falsos
E engasgou com o que sentia.
Travessias
Nem sempre o raso é seguro,
Nem toda profundidade afoga.
Nem sempre o santo faz milagre,
Nem todo deserto é prova.
Travessia necessário,
As vezes quero chegar do outro lado,
Em outras desejo ser só a ponte.
Quero ligar mundos,
Expandir.
Contudo, alguns desejos ficam entranhados
É preciso saber esquecer,
Porque o que não nos acrescenta é fardo
E o que nos pesa é melhor perder
Travessia necessária
Ligando o oriente à minha costa
Ligando de madrugada
Esperando tua resposta
Há caminhos sendo contruidos
Há aqueles que não levam a lugar nenhum
Tão ruim quanto andar perdido
É o medo de se perder.
Travessia necessária
Toda noite antes de dormir
Quando a cabeça pesa uma tonelada
E os sonhos Sonham atravessar o travesseiro.
Fulano morreu de fome, cicrano morreu velho
Adiante um que morreu em nome
Do mundo que tanto espero...
Travessia necessária.
As vezes para o nada...
As vezes para mim...
As vezes para uma outra estrada,
Estrada que não tem fim...
Nem toda profundidade afoga.
Nem sempre o santo faz milagre,
Nem todo deserto é prova.
Travessia necessário,
As vezes quero chegar do outro lado,
Em outras desejo ser só a ponte.
Quero ligar mundos,
Expandir.
Contudo, alguns desejos ficam entranhados
É preciso saber esquecer,
Porque o que não nos acrescenta é fardo
E o que nos pesa é melhor perder
Travessia necessária
Ligando o oriente à minha costa
Ligando de madrugada
Esperando tua resposta
Há caminhos sendo contruidos
Há aqueles que não levam a lugar nenhum
Tão ruim quanto andar perdido
É o medo de se perder.
Travessia necessária
Toda noite antes de dormir
Quando a cabeça pesa uma tonelada
E os sonhos Sonham atravessar o travesseiro.
Fulano morreu de fome, cicrano morreu velho
Adiante um que morreu em nome
Do mundo que tanto espero...
Travessia necessária.
As vezes para o nada...
As vezes para mim...
As vezes para uma outra estrada,
Estrada que não tem fim...
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