segunda-feira, 25 de julho de 2011

lembranças

" no fim das contas não importa como as coisas acontecem, o que importa é como lembramos delas, porque o agora é passageiro, mas as lembranças essas são eternas..."

sábado, 23 de julho de 2011

Escola

Parte de minha alma presa a tuas escadas
Vendo o por do sol...
O correr da juventude...
Teus muros, minha fortaleza,
Abrigaram os primeiros amores...
Pegar carona na estrada de volta pra casa
Queria que alguma condução me levasse de volta pra ti...
A juventude tranviada, a rebeldia, a imortalidade
Tardes de sol forte tocando violão
Manhas e noites frias a espera do pão
A vida...
Tantos nomes, pessoas, saudades e solidão...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O mundo não acabou

O mundo não acabou quando eu caí
Quando eu reaprendi a andar
Não acabou quando noé fez a arca
Nem quando eu me vi sozinho pela primeira vez,
Quando eu tive medo do escuro,
Ou quando o dia se fez
Não acabou quando eu descobri que meu primeiro amor não me amava
Nem quando eu sentei sozinho no campo e vi que não  seria jogador
Mas quem nunca quis ser astronauta? ou mesmo Drº
Não acabou quando eu perdi,
Não acabou quando você perdeu...
Não acabou quando eu quis que acabasse,
Quando fui ridículo,
O mundo não acabou quando o muro de Berliin  caiu,
Nem quando os EUA fizeram o ataque nuclear
Não acabou quando perdi a melhor festa,
O Mundo não acabou quando Maomé subiu ao céu
Nem quando Zuleide virou Ezequiel,
Não acabou na revolução industrial,
Nem quando Marx escreveu o capital
O mundo não acabou quando a poesia não veio,
Nem quando eu me admirei e me achei feio,
O mundo não acabou quando eu nasci pobre,
Pensei que iria acabar quando deixei o norte...
Mas ô bicho velho é o mundo,
casca dura, velho forte
Não acabou quando morri de dor,
Ou quando chorei por amor
Não há de ser hoje, que esse vasto mundo vai acabar
O segredo é não deixar a peteca cair
E aprender a jogar.
Derrotas são coisas da vida....
Derrotas são como as feridas
Uma hora vão cicatrizar
E o mundo, ah... esse não vai se acabar.

                     Leo Rocha

quinta-feira, 7 de julho de 2011

falar de amor é piégas

De olhos fixos na porta,
Aguardo o momento em que você entrará porta à dentro,
Sorriso no rosto, cabelo ao vento,
De braços abertos
Um abraço lento...
Desses capaz de parar o tempo,
Falar de amor parece piegas,
Falar de amor pra voçê é minha anarquia,
Teu corpo é meu país
Quarto vazio, tua falta...
Minha mão perdida no vazio,
Minhas pernas caçando as tuas,
Meu ser misturado ao teu....
Coisas dessa vida...
Planos pro futuro,
Só entende quem ama,
Quem tem alguem que lhe dá calma,
Que lhe completa a alma,
Pensar em você me faz sorrir...
Alguma coisa por dizer...
Eu te... amo...
...

Leo Rocha