segunda-feira, 23 de maio de 2011

Meu monólogo

Se eu fosse lhe contar o que eu já fiz, por onde andei, as coisas que eu vi, você não acreditária. Como pode você que viu as coisa mais fantásticas pela tv de sua casa, sentado no seu sofá comodo, entender qual o sabor que tem a manga tirada no pé, como é olhar a noite no fundo de uma motocicleta e ver as estrelas e se sentir pequeno, como é ficar perdido no meio do caminho com um amigo... você não me entenderia... Não me compreenderia agora, nem nunca... Eu que nasci só, que andei só e quantas vezes caí, eu que tive medo, que na última hora exitei, que namorei escondido, que enterrei tesouros quando criança, Não dá pra dizer qual temperatura tem a terra sem sujar as mãos no barro, o mesmo barro que Deus criou o Homem... Posso lhe contar minhas histórias, mas prefiro por hora esquecê-las, pra não morrer de saudade, na verdade de saudade eu vivo.
Outrora caminhos se abriram e os percorri, me perdi, te encontrei, Mas como poderia você seguir outro caminho, se não o dá contra mão do meu, pés no chão, adeus...
Eu galopando a solidão, meu cavalo de passos leves, leves como as mãos de um ladrão, procurei abrigo onde não havia, fiz juras a quem não merecia, tive perdas, negociei ganhos, Só não me peça pra explicar como é que se paga caro. Meu caro! Isso é um corte que trago aberto, um folha que trago em branco, uma conta pra acertar.
Na hora da partida ama-se mais, não ama-se apenas o fim, ama-se  o início, o doce início... e tudo que se sucede depois dele, mas isso só sente quem parte, quem deixa, quem perde, numa metáfora infeliz quem parte está partido.
AH! monologo de silabas tortas, eu que sou monossilabo, escrevo o que não calo, deveria ser outro, ser burrro, deveria nunca ter te encontrado, para poder dormir em paz à noite.
Tem coisas que não mudam, não dá pra mostrar quão belo é o mundo, e quão grande as suas mazelas, para quem não vê, nem dá pra sentir o quanto a música emociona, para quem não houve, tão pouco nos conforta a palavra de quem não fala, nos sobram os gestos, uma série deles, o que por carinho recordamos ou que por mágua nunca conseguimos esquecer.
Como posso lhe contar sobre a nossa juventude, lhe dizer o quanto ela é efêmera, Você só saberá se ela ja tiver passado... é como um sopro, você a sente, ela lhe refresca, acaricia seu rosto, seus cabelos, mas passa depressa.
Amar, poderia lhe contar que amei, por diversas vezes amei, que foi bom, que me fazia sentir único, mas dessas coisas da adolescência, quase não lembro, ou prefiro não lembrar.

Att Leo Rocha

Responda-me

Escrevo com o peso das lagrimas que molham o papel...
com as letras tremulas de tanta saudade...
com o olhar perdido entre nuvens e gotas de chuva,
como quem te procura em meio a cada detalhe...
com o coração na mão, em busca de paz...
escrevo não para que saiba que te amo,
isso é óbvio para todos em minha volta,
tão pouco, para falar de tuas formas que tanto venero...
hoje, escrevo para esperar uma resposta...
e que nela venha todo o amor do mundo
para que eu tenha motivo para lhe escrever milhares de outras vezes...
escrevo para que saiba que estou vivo...
e o motivo para isso, é escrever..
mandar que leia as antigas cartas porque não são pretéritas,
poderia enviá-las, qualquer uma no dia de hoje
caberia perfeitamente a ocasião
porque é assim que te amo
só hoje...


ATT Leo Rocha

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O poema não tem fim...

O meu poema não tem fim...
Acaba-se o verso,
Mas não a poesia em mim...

                       ATT Leo Rocha

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Grande são as perdas

Gandes são as perdas que carregamos por um vida inteira.
Os olhos que nos perseguem e observam,
Dilaceram a alma, doem tanto...
Que depois não conseguimos sentir mais nada,
Grandes são as perdas que se se dão depressa,
Numa fração de segundos, numa porta entreaberta
Aquele sol que varava o quarto,
Tranformou-se num dia nublado, cinza...
Sem sabor...
Grande são as perdas, quando não esperamos perder
Quando amamos desesperadamente,
E quando não sabiamos que amavamos,
Como uma pedra lançada ao fundo do lago
A tristerza vai nos submergino,
A superfície e seu espelho se quebraram, pouco importa...
Grandes são as perdas que se dão num dia qualquer,
Sem hora, Nem data,
Apenas um postal que dizia: Goodbay!
Grande é a perda do amigo, do ente querido, do ser amado.
Grande é a perda da capacidade de amar, sonhar, se sensibilizar
O dia passa lento...
Quisera eu não ter pertido o poema,
Mas foi melhor tê-lo lido,
Grandes são as perdas irremediaveis, irreparaveis, inesquecíveis
Que se entranham em nós
Como um perfume que que quer sair...
Quisera eu que a bola não tivesse quebrado a vidraça,
Que ela não tivesse cruzado a rua,
Que a morte não  estivesse a persegui-la,
O carro...o sinal...  as guerras... os homens... os anjos... misseis direcionados... balas perdidas... A economia... a grade depressão... minha mãe afogada em tristesas... a fome... Os homens que agrediram os rapaz na esquina... o sonho do comunismo... o corpo lançado do alto do 20º andar... a mulher atropelada... a perda da inoscência... o poligono das secas, o mar e suas profundezas que colecionam navios naufragos, sonhos de riquesa, tesouros e descobertas...minha cidade natal... o choro...


Att Leo Rocha

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Hey man!

 Há um grade amigo...
 "O vento vai dizer, lento o que virá..."
                       ( Los Hermanos )



Hey man! já era o tempo de herói...
O tempo de mocinhas e cowbo's...
Agora acabou...
A inoscência tão nossa, passou...
Mas hey man! Eu não me Canso de lembrar,
Não, eu não me canso...
De viver a vida e deixar levar
Pra ver se um dia a gente entende
O que não dá pra entender
Hey man! onde estão tuas palavras sinceras,
Nas horas mais imprecias
Quando ninguem as queria ouvir...
Eu sempre as escutei...
Hey! já vem vindo o inverno outra vez...
Tudo mundou muito,
Eu sei...
Já não somos mais meninos,
Querendo chamar atenção
E faz tempo que não te vejo,
Pra poder dizer...
Brother, amigo, irmão...
Palavras que quase não digo
Hey man! Pra onde a gente vai?
Lá tem passagem de volta?
Ou é só o céu e a imensidão
Quero antes o céu de outrora
E tua coragem,
De ir por onde quase ninguem foi...
Deixa esse inverno pra lá....
Que hoje é tudo frio e distante,
Deixa o canal fora do ar
pelo menos um instante
E o que tiver de vir, virá
Não sou nenhum negociante...
Hey man! eu vou fugindo a galope
Antes que o tempo me alcanse de novo
Antes que ele me roube como num jogo
Eu vou fugino a galope...

Att Leo Rocha

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Poema Santo

Não deixe que o tempo te leve...
não me abandones, não hoje...
Não te acostume a mediocridade
principalmenete a minha...
Nós que quase nos amamos,
por vezes nos desencontramos...
ainda sinto minha mão te tocando na rua
e tuas formas...
tua cara de medo e exitação
te colocava contra o muro...
Era noite...
Uma noite em meio a toda vida...
Uma noite que se acaba e  se desfaz no tempo...
Na memória...
E tivestes medo de mim...
De teus medos...
Resguardo tua identidade nessa poesia
És apenas uma moça sem nome...
Poderias ter sido mil moças
Ter tido mil nomes...
Mas me destes apenas teu silêncio...
Num universo de sensações indescritíveis
Nos atraimos e nos repudiamos por vezes
Seremos sempre as sombras...
Naquela noite eu já sabia...
estavamos destinados as sombras e aos segredos...
Resguardo tua identidade nessa poesia
Por fidelidade e egoismo
Essa é a minha alegria...
E de ser minha já és tua...
Entoa esse canto quando tiveres só...
Para que não nos descubram,
Para que nós não nos esqueçamos...

Att Leo Rocha

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Longe de ti

... Longe de ti, a tormenta é certa...
os dias são todos tempestuosos,
marcados pela tua ausência
que em mim nada mais é do que perda
perda de dias maravilhosos,
amo-te vida...
amo-te tanto...
que danço ao som de tua voz
caminho à sombra de teus passos
teu sorriso me faz feliz e
tuas mãos me acalmam.
em teu corpo fiz meu templo...

Att Leo Rocha

Rotas traçadas

Um dia  paramos e pensamos... E percebemos que de nada adiantaram as rotas traçadas, se não como mera especulação de caminhos a seguir.
Não da pra prever o futuro, porque quase sempre nos deparamos com coisas inesperadas, o que exige uma maior e mais aperfeiçoada formula de raciocínio e habilidade que determinará se evoluiremos ou seremos extintos. Alguns diriam que isso se deve a um determinismo científico Darwiniano, outros as escolhas divinas, eu particularmente, atribuo apenas ao destino e seu senso de humor cruel.
No entanto, não desprezo a possibilidade de cada homem tomar as rédeas de seu destino. Talvez esses, não sejam os mais fortes e inteligentes, ou os mais velozes e vorazes, talvez sejam apenas os mais adaptáveis, afinal de contas, não desprezemos o exemplo das insignificantes baratas que atravessaram os milênios e sobrevivem até hoje nos locais mais inóspitos. E aí, a gente para e pensa... Às vezes os favoritos caem por serem belos e imponentes e chamarem toda atenção para si.

Att Leo Rocha

domingo, 1 de maio de 2011

Poema do caos

FRAGMENTO

"...Era a vida a explodir por todas as fendas da cidade
sob as sombras da guerra:
a gestapo a wehrmacht a raf a feb a blitzkrieg
catalinas torpedeamentos a quinta-coulna os fascistas os nazistas os
comunistas o repórter Esso a discussão na quitanda a querosene o
sabão de andiroba o mercado negro o racionamento o blackout as
montanhas de metais velhos o italiano assassinado na Praça João
Lisboa o cheiro de pólvora os canhões alemães troando nas noites de
tempestade por cima da nossa casa. Stalingrado resiste..."
                                         (Ferreira gular)



E tudo segue como um rio em seu curso
Temerosas trombetas despertam o apocalipse...
E o mundo e sua lógica violenta
É desgovernada experiência...
O asfalto clama sua lei,
Mãos armadas, meninos-homens
Super-homens armados
Meros foras da lei
Mal alimentados
Quem faz a lei?
O rei? A burguesia? A demoniocracia?
Os homens maus fazem a lei..
A lei do asfalto...
A lei do predador e do predado...
Vai-te para longe de mim...
Lógica anormal, mundo irracional
Prefiro antes outros mundos...
Sou Stalingrad...
Resisto bravamente.
Homem temerário na esquina,
Meninos de rua,
Prostitutas semi-nuas
O asfalto é negro
Sobre ele pretos e brancos
O sangue é sempre vermelho e quente...
E quem faz essa lei?
Os homens maus fazem a lei...
Eu já não tenho leis
Sou Stalingrad...
Apenas resisto...
Resisto como tem resistido
A gente honesta...
Como resiste um bom marujo
A tormenta do mar impetuoso
Apenas resisto...
E por resistir
deveras  existo!

Att Leo ROcha