quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Em qualquer lugar do mundo

Solidão é solidão em qualquer lugar do mundo,
Seja no interior de Pernambuco ou na Time Square,
Numa festa ou sozinho numa noite escura,
A tristeza também é triste em qualquer lugar do mundo
Assim como a beleza encanta em todo lugar...
E a felicidade pode ser um dia de chuva ou um carro novo.
Um beijo ou um Adeus,
Uma saudade...
Uma chegada ou uma saída...
Estradas que nem sempre levam ao mesmo lugar.

A canção emociona em qualquer lugar do mundo...
Em qualquer língua,
Nossos sonhos são precisos em qualquer lugar do mundo
Nossas dores, nosso sangue, nossa angustia...
São iguais em baixo dos viadutos,
No oriente médio, nos EUA, Na seca do interior de pernambuco

As crianças e a esperança...
A fome e o caos...
As desigualdades e o concreto...
A poesia e a anarquia...
Os subversivos, os ditadores...
Os fascistas e os Nazistas...
A maldade e a caridade...
São iguais em qualquer lugar do mundo...

O amor é amor em qualquer lugar do mundo,
Em qualquer idade...
Num beijo ou num abraço...
No nó que aperta o laço...
Nos corpos que se unem...
Nos amantes e nos amados...
Nos poetas que cantam nas ruas....
Nos cães que uivam pra lua...

Em qualquer lugar do mundo
O que pode ser sentido,
Não precisa ser definido.




terça-feira, 16 de setembro de 2014

Novos tempos

A coisa mais difícil que tenho feito, ou tentado fazer, é lançar um olhar preciso sobre mim. É como se estivesse sempre encoberto por uma névoa, é como se não me conhecesse, ou reconhecesse... M sinto cavalo selvagem posto sela, me sinto verão nublado, me sinto musica sem dança... falta algo... sobra algo... não sei. Algo não está no lugar onde deveria.
Seja o que for... seja o alto preço, seja a prisão, seja amor... Algo tem de me impulsionar, quero o salto, quero o caos, a adrenalina de seguir em frente. Não sinto que seja a hora de parar, Não sinto... Quero sentir... sentir todas as dores e poder gritá-las, a vida só serve mesmo pra ser vivida, sem receita, roleta russa, pago pra ver...
Talvez, amanhã haja arrependimento, talvez haja a paz, mas tudo é melhor que a apatia dos tempos mortos, insistir em morar num passado, acalmar as angustias do presente, sem ansiar por um futuro incerto... Quero o perigo dos novos tempos.