quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Paladino

...E com o passar dos anos carrego cada dia mais saudades, mais lugares, mais feridas. Não posso negar, não foi fácil. Mas hoje lido melhor com os meus demônios, com minhas cicatrizes.
Aprendi, a duras penas, que somos feito chama que se apaga, que a vida é um sopro, que a felicidade é um momento, que muita coisa passa, mas sempre há aquelas que permanecem e que volta e meia nos perturbam, nos alegram, nos emocionam no escuro de uma madrugada que parece não ter mais fim.
Já tive tantos sonhos, tantos amores, percorri tantos lugares, sou um paladino de minhas paixões, um eterno escravo dos meus desejos. Talvez por isso, não hesite antes de me atirar no desconhecido, um explorador de sentimentos, navegador de mistérios, e embora saiba que há muito de loucura na minha utopia, prefiro o sabor de meus devaneios, à mediocridade dos que vivem por viver, dos que não se arriscam, dos que não revolucionam a ordem. Não poderia ser outro, senão este, artesão de minha arte, pioneiro de minhas descobertas, não poderia querer estar em em outro lugar, senão na vanguarda de meu tempo.
Com o tempo, vi que sempre Haverão mais dedos  apontados do que ombros amigos, muito mais descrédito do que confiança, muito mais medo do que esperança... por isso nunca me adequei as maiorias, meus submundos sempre foram muito mais ternos, e as minhas guerras sempre foram travadas pelos motivos certos


domingo, 11 de janeiro de 2015

Ei, garota.

Ei, garota... será que você não percebe, que eu poderia estar em qualquer lugar do mundo, escolher qualquer outra boca pra beijar, mas é descansar na tua sombra que eu quero e são teus beijos que procuro, quando acordo no meio da noite, abro a janela e me ponho a cortejar estrelas.
...E de você sei quase nada, mar de mistérios nesses olhos profundos. É como encarar a esfinge "decifra-me ou te devoro"... e você tem me devorado, ando perdido entregue de corpo e alma, ao bel sabor de teu sopro, dos teus ventos. E o mundo? ah... o mundo anda mesmo um lugar muito estranho, precisando de grandes amores, precisando dos apaixonados, eternos utópicos, nesses dias de histórias tão iguais...
Ah... vem correndo pra minha casa, me manda uma canção no meio da noite, deixa teu perfume no meu travesseiro, me vira do avesso, me dá um amor de cinema e beijos de novela. Não dá pra desistir de você, não dá pra acostumar a viver sem te ter, agora que já conheço a paz dos teus abraços.
Ei, linda... fica mais um pouco pra um café ou até a próxima eternidade, deixa eu te mostrar que o amor é possível e basta ter coragem pra arriscar. Não que eu também não morra de medo de não saber no que vai acontecer, mas  apesar de morrer de medo, eu vivo de entregas.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

noites de lua

Desculpa, mas não quero outras bocas...
Não quero despir outras roupas
Senão as tuas...
Quero tua pele nua

...e nessas noites de lua...
Quando eu estiver perdido,
Quero que o meu destino se confunda com o teu...