domingo, 6 de dezembro de 2015

Fascismo

Em que pese a vida ande em cursos,
Prefiro a trágica comédia das ações falhas,
Ao melodramático fim dos discursos
Que me embebedam com suas  frases de efeitos...
Nunca escondi quão mais reais são teus defeitos,
Tuas dúvidas e contradições...
Teu abismo em quem me atirastes
Para que dentro de tí,
Andasse eu cego, as tortas, as tantas...
E não me espanta teu egoismo em amar...
Não entendes nada do amor...
Não sabes nada de dar...
Ao contrario.. com as mãos abertas...
Queres receber de mim...
O pouco que guardo, do muito que sinto
E que posso te ofertar...
Espero que seja mais útil a tua carência...
Pois em mim transborda...
É essência..
Em verso, prosa, poesia...
Em silêncio...
E  dentro  do silencio abismal dos teus abraços
Descobri que,
Ama-se por amar...
Ama-se pra ser ridículo e lúdico...
Ama-se porque impossível seria não amar...
Ah... esse nada democrático amor...
Que te impõe a mim,
Que me governa, ante toda resistência vã.