Melancolia,
Saudade do tempo que havia tão de nós,
Que eu te encontrava em todo lugar por onde eu ia,
Mas eu precisava rir na tua ausência,
Eu precisava ir
E fui.
Cansei de me perder pelos teus caminhos,
Deixei pra depois,
Esqueci daquele carinho...
Esqueci de te dizer que seria impossível te esquecer.
Mas esqueci.
E ainda hoje esqueço,
Quando vem a chuva,
E minhas vistas aguadas, ficam turvas...
Me afogo em mágoas
E fico com raiva de mim, de ti, dessa angustia.
Melancolia é uma tarde vazia,
É um grito acuado, sufocando dentro do peito.
É uma saudade que não tem jeito,
É uma vontade de voltar no tempo,
Mas eu não volto.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
chuva.
"Profusão de idéias, conflitar é meu lema"foi o que disse numa manhã qualquer, de um dia já ido. De certo que em meio a todos os conflitos o que sempre busquei foi a profundidade, tenho medo de perder a vida afogado em sentimentos rasos. E foi com o tempo, entre tempestades e calmarias, que aprendi a lidar com os meus abismos, com os meus hiatos, com os meus vazios.
Nunca fui fácil de lidar, com um olhar desconfiado, um rosto de anjo e um sorriso que me foi dado pelo diabo, o sabor do tempero que faltava. É difícil depois de tantos erros sair ileso, sem cicatrizes, sem algumas dores, mas nunca fui do tipo que me escondia quando vinha a chuva, eu sempre saí pra me molhar.
Nunca fui fácil de lidar, com um olhar desconfiado, um rosto de anjo e um sorriso que me foi dado pelo diabo, o sabor do tempero que faltava. É difícil depois de tantos erros sair ileso, sem cicatrizes, sem algumas dores, mas nunca fui do tipo que me escondia quando vinha a chuva, eu sempre saí pra me molhar.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
...E se eu ficar com saudade...
... E se eu ficar com saudade me diz como eu volto pra minha rotina, se eu já me acostumei a você? Me diz como eu engano o tempo, onde me escondo das pressas da horas que me perseguem, como faço pra teu cheiro morar em mim? deixa, deixa eu mirar teus olhos de mar calmo, deixa eu navegar a deriva neles... Andar perdido até que teus braços me acolham como se fosse teu colo um porto, e neles encontrasse o aconchego de um velho abraço, que há muito procuro.
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