Não traços rotas,
Sou náu à deriva, mar aberto, caminho sem volta...
Noite densa, cavalo fora do pario, azarão ganhador.
Não busco metas,
Sou a quebra, a crise, a queda.
Sou o novo do novo de novo e tão antigo quanto o mundo.
A indisciplina a não seguir regras, parâmetros, padrões
Sou a violência de um ato pacifista,
Não a violência física,
Mas a do ato que se contrapõe a ordem das coisas insensíveis,
E quando sou ato, quero mais que a carne, mais que o sangue e o corte,
Quero ser espírito,
Pois a todo instante sou o querer..
E quero teu corto todo nu, a luzir numa noite em treva...
E quero roubar a luz de toda estrela, ou quimera...
Quero todas as mazelas,
Que doam em mim que sou poeta,
Mortal de versos imortais.
Sou a inovação turística de alguém que busca alguém esquecido,
Voltando sempre ao mesmo lugar.
Não tenho rumo certo, sou o inverso...
Não tenho religião,
Vejo Deus entre ateus, ajudando palestinos e perdoando cristãos
Sou o não ser.
O indefinível.
Aquele que nunca sabe se ainda há tempo,
ou se já é tempo perdido.
Poeta delirante de algum livro esquecido,
Verso empoeirado que insistiu em vir.