sábado, 27 de novembro de 2010



O Tempo

O que acalmará o coração dos homens?
Suas paixões, anseios e ambições...
Será a fome, as guerras ou a peste...
O tempo ecoa na volta precisa dos ponteiros
Como a solução que nos leva a todos ao mesmo lugar...
O tempo esse deus ladrão
Que nos rouba constantemente,
E nos marca, com seu toque de decadência
Que nos dá experiência, quando perdemos as oportunidades
Nós, que somos parte de Deus
Nós que criamos como ateus
O que nos acalmará?
Se não o tempo ha nos guiar por seus caminhos,
Que acaba sempre no vazio...
No escuro, num fôlego roubado
Um mergulho no desconhecido infinito
O que acalmará nossos corações?
Um dia perdido, um estrela sucumbente...
O lapso da esperança que nos esquece e enseja a descrença
A terna rebeldia da adolescência...
O tempo... ha correr invisível...


att Leo Rocha

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

quarta feira

Hoje um dia a ser esquecido,
Obserbo a poeira levitar
Sendo atingida pelo raio  de luz,
Que rebelde invade minha casa
Pela fresta da porta esquecida entreaberta
Tal qual a porta os sonhos encontran-se esquecidos
Encontram-se entreabertos e violentados
Não realizados, encontram-se frustados

Hoje um dia a ser esquecido,
A chuva insiste em escorrer na janela e trilhar seus caminhos
Tal qual a vida, a natureza foge sem destino
E no céu uma estrela esquecida, clama sozinha a glória de outrora
E o brilho de um céu neon...

Hoje um dia a ser esquecido,
Meu poemas cantam solitários
A saudade que é minha,
A ingênuidade esquecida dos primeios amores


Hoje um dia a ser esquecido
Daria a vida por teu abraço
E teus braços em torno de mim, um laço
E tuas mão a cerrar meus olhos
Como se  mundo me fosse apresentado pelos teus

Hoje um dia a ser esquecido,
Olhos fixos no telefone...
Pensamentos vão longe
Num lugar que não me canso de lembrar...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

E se (...)


... E se eu pudesse ou tu pudesses voltar no tempo e desdizer as coisas que eu disse.  Percorrer teu corpo nú novamente, trilhando caminhos inteiramente novos, pegando as estrelas com as mãos.
E se eu disser que tudo que eu falei antes era mentira, que eu estava com medo e que não era eu,. Que só sei dizer que te amo e só estou vivo por causa disso, corro perigo só de pensar que poderia ser diferente.
E se eu tentar gritar pro mundo todo que te amo, pedir socorro e dizer que eu não sei viver sem teu sorriso, que sem ele eu morro de tédio, porque a vida se torna sem graça.
E se eu te caçar até os confins da terra e te trouxer de volta na marra, te amarrar em meus braços e de lá não te deixar sair jamais.
E se eu me der de presente  embalado numa faixa e me fizer escravo seu.
E se eu te amar ainda mais que antes, mesmo sabendo que é impossível imaginar uma entrega maior que a minha...
E se eu descobrir um jeito de voar e te levar comigo pra uma ilha no meio do pacífico e te colocar num altar, fazer do teu corpo meu tempo e nele redescobrir a pureza e a paz que jamais encontrei em outro lugar.
E se eu te seqüestrar por uma vida, e se nela vivermos, formos felizes, até o dia em que sucumbiremos em amor eterno.
E se eu mudar de time, de país, de Deus, virar ateu só pra te adorar, tenho certeza que Deus vai entender se ele for capaz de amar...
E se eu fizer greve de fome, se mudar meu nome e fechar os olhos para te buscar, Se eu mover o mundo salvar vidas, fizer uma guerra pra te conquistar....  se eu morrer de saudade, vagar pela cidade inteira a te procurar... se te escrever uma carta, te enconder em um verso onde ninguem mais possa te encontrar, se eu te mandar flores, te plantar um jardim ou batizar a primavera com teu nome... se eu fizer o impossível, ultrapassar o intransponível só pra te impressionar....
E se eu te amar... te amar... e amar...
E se eu não puder voltar no tempo, e não puder fazer nada... a não ser te mandar essa carta... o que você fará?

domingo, 7 de novembro de 2010

Meus navios...

Vede  meus navios                                                                                                                                        São senhores dos mares
Conhecem o mundo
Trazem em seu bojo as dores dos homens
Tu as conheces?
Tu que vive a míngua da saudade
Tu que padeces de tristeza...
Tu que ama e não é amado
Tu que vidra os olhos no mar
E o enche com tuas lagrimas
Vede a chuva então,
Observa como as tempestades são ferozes
E refrescantes...
 Observa como os homens lavam as mãos
Esperando que a água os limpe...
A mesma água mansa que molha meus navios...
Eu os inventei porque o mundo é incompleto e não me cabe
Precisa ser descoberto de maneiras mil, querida!

Criei meus navios, atravessei os mares
Para que possa chegar a ti,
A esse coração gelado e distante
Além dos confins...

Por isso mando mensagens em cartas,
Por isso chego e parto sem parar
Para que sintas minha falta...
Aí então, regresso.

Att: Leo Rocha

sábado, 6 de novembro de 2010

Amo você

Amo você amor...
Amo você não pelo que és
Mas pelo que sou quando estou contigo.
Aí então não espero que nada mais faça sentido
Amo você amor...
Porque impossivél seria não amar
Te escolhi e me escolhestes
Antes mesmo do ventre
Em vidas outras
E nesse jogo de esconde
Eu te encontrei


Att: Leo Rocha

Os anjos

Há quem duvide de nós,
São os que não acreditam em milagres
Somos anjos solitários
Vestidos de luz
Em busca de um paraíso que nos acolha

Somos os que assolam a noite escura
Com violões que choram
Somos a nova canção
Canteremos até que alguém nos responda

Somos anjos, arquitetos do céu
Somos loucos arquitetos do mundo
Então cantaremos
Até formamos um coral.


Att: Leo Rocha

Poema da solidão

Cá, nesse peito frágil
Marcado por um corte
Habitas um coração
Onde a vida é uma ordem

Cá, bem dentro
Bates por bater,
Não amas,
Nega-se a viver...

Cá nesse peito fragil
Habitas um coração mórbido;
Cá bem dentro...
Moras a solidão.


Att: Leo Rocha

Texto inacabado.


Ponderações:
    O texto a seguir surgiu pela primeira vez quando tinha 14 anos, hoje aos 21 ainda é um texto incompleto, um rabisco, apenas uma idéia. Inicialmente pensei que seria um monólogo, mas achei muito complicado para um ator só realizá-lo, posteriormente me veio a idéia de uma peça teatral com 2 atores. Na época que a idéia surgiu não sabia como escrever uma peça e de lá para cá nada mudou, por diversos fatores, que destaco como vetor principal a minha própria inércia. No entanto a idéia não me saiu da cabeça, e decidi escrevê-la como imagino que seja a escrita dos atos de uma peça. Evidentemente que como  já citado e independente de minhas ambições ESTE TEXTO NÃO É UMA PEÇA TEATRAL, por “n” motivos dentre os quais se percebe de logo que é um texto curto e principalmente a falta de talento.
   Bem aqui vai um pouco de “anarquia,” espero que um dia a minha escrita chegue à sua maturidade, para que possa dizer que sou um escritor medíocre!

Relatos de um soldado.
Personagens: o guia; o soldado; o anarquista.
Descrição do cenário: O texto se passa num palco quase que vazio, um telão atrás onde ao decorrer do “espetáculo” passarão alguns vídeos e imagens, um muro de papelão, uma mesa grande e sobre ela soldados de brinquedo arrumados de maneira que possam refletir-se no espelho que também estará sobre a mesa.

Primeiro ato: Palco vazio escuro uma luz redonda no centro, um homem de preto entra, fica meio que na penumbra do palco de forma que não se consiga ver seu rosto de maneira clara e nítida.
Primeira cena. O guia (homem de terno preto ou outro figurino a se pensar):

 O guia: Estamos em algum lugar do futuro, em algum ponto perdido no arco do tempo, talvez 50 ou 100 anos a frente de seu tempo, talvez esse futuro se assemelhe muito ao seu presente ou há um passado remoto. Quase tudo mudou, exceto aquilo que nunca muda, a cólera no coração dos homens.  
             Nós evoluímos e nos autodestruímos cada dia mais, as cidades cresceram tanto que se assemelham a verdadeiras selvas, sofremos com constantes crises de energia, o perigo espreita em cada esquina, as pessoas são saqueadas, violentadas e mortas com a mesma naturalidade de sempre. 
           Os Estados mudaram sua forma de organização política, geopolítica,  de governo e globalização, ahh... a boa e velha globalização, um jeito de extinguir fronteiras imaginárias, agora sim somos todos homogênios, a tarefa não é tão fácil, não há como globalizar o que é singular por natureza, embora os homens se tratem como produto, o tratamento não consegue superar o espírito? será, que como dizia Skinner tudo é uma questão de engenheria comportamental adequada? Os milicos continuam por aí, parafraseando Fucolt, vigiando e punindo. 
             Ainda há os que governam e os que passam fome em todo tipo de nação, congestionamos estradas, criamos vírus, remédios para curar os vírus que criamos e amaras cada vez mais letais. Os cientistas de todo o mundo tentam solucionar os problemas da escassez da água e a inconstância do clima, ondas de calor, eventos naturais devastadores, chvas ácidas, são só alguns dos efeitos de anos de estupro do planeta, pelas gerações que nos precederam. O espírito humano ainda continua inquieto e predador, ao mesmo tempo em que descobrimos soluções para velhos problemas, temos criados novos em proporções infinitamente maiores. É assim que somos! e não nos tornamos, já nascemos Predadores de nossa própria espécie! 
                Uma guerra acontece, alguns a chamam de a guerra babilônia, outros de a grande guerra, até hoje não houve um caos tão grande em toda a história da humanidade. Enquanto os países armam seus exércitos, guerras civis estouravam em toda parte. Pela nação, pela religião, pela desolação o sangue escorre como um Nilo por todo o mundo. Aviões kamikazes despencam do céu, crianças mutiladas atravessam a rua, mulheres são postas nuas e executadas, milícias realizam uma verdadeira cruzada armada, a ordem é matar para libertar, se não o país, se não uma geração completamente destruída, libertar a alma do corpo, uma fuga de quem não tem mais nada a perder. Os motivos? São sempre os mesmos, ganância e uma grande capacidade de não enxergar com apreço aquilo que não conhecemos, que sequer queremos entender, apenas porque não participamos, não comungamos de mesma idéia e apenas cobiçamos o que reluz. Ah... cobiça, esse demônio que nos corrói desde os séculos mais primevos, antes mesmos de conseguirmos caminhar de maneira ereta.
           A Guerra segue com seu terror, o medo vivendo as nossas vidas com suas promessas de futuro incerto. O que faremos amanhã se não houver mais amanhã? o que vem depois que a faca corta a carne humana e os corpos são postos à mesa, como um grande banquete de horror... Milhares já morreram, e milhões estão à mingua, a margem. Mas em meio a tudo isso, ainda há milhares dispostos a morrer por uma causa que não é a sua.
             Em meio a tudo isso, um grupo de anarquista prega a idéia de um novo regime de governo, escrevem nas paredes e muros derrubados e destruídos de toda a cidade mensagens cheias de ideologia e denuncia. Como piratas também navegam nas ondas da internet, são difíceis de serem rastreados, mas como a rede é muito grande, eles continuam a pichar pois acham que o impacto visual é maior, é como se a cidade fosse o grande protesto, a essas pichações eles deram o nome de jornal. são como fantásmas aparecem e somem sem destino certo.  os demais meios de comunicação estão controlados, encontram-se a serviço dos que os próprios anarquistas denominam de burguêses, esses, se autodenominam liberáis. 
                  Os jornais estão pichados em toda parte, uns os chamam de cavaleiros da esperança, em tempos onde a esperança é um artigo raro, outros os chamam de cavaleiros do apocalipse, meros arruaceiros que enfrentam o governo. É uma época de atitudes desmedidas, de homens sem sentido, o amor não vale nada, os homens não valem nada, há só o desespero.

Segundo ato: Inicia-se com um vídeo com imagens de destruição e guerra, a musica de fundo será O senhor da guerra, ( L.U ). Mais ou menos como esse http://www.youtube.com/watch?v=uwGO9hqmP3o.

Cena dois:
 (entra o anarquista apavorado e fugindo vestindo roupas maltrapilhas, camisa de Che Guevara, fita vermelha amarrada no braço. Pega sua lata de pichar e escreve no muro de papelão:)
O anarquista: ENSÁIO DE UMA NOTA DE JORNAL: GOTAS DE SANGUE, LETRAS TRÊMULAS E LÁGRIMAS ESCREVEM UMA NOVA HISTÓRIA.
 ( Ele sai,  anda, olha para a platéia com ódio como se eles fossem os culpados pelo seu mundo destruído e brada:)

Viva a revolução! ( sai de cena)


( O soldado então aparece escrevendo e lendo em voz alta)
O soldado: Desde que chegamos aqui vou morrendo aos poucos, vou matando muitos. Sozinho dentro de mim, ouço dizerem que o orgulho de um homem é morrer pela nação.
         Não sei se estamos aqui pelo poder ou pela evolução, é matar ou morrer sempre. A cada dia que passa nos parecemos mais como animais, a diferença é que esses lutam por interesses próprio, nós porque alguém disse que tinha de ser assim.

( O anarquista volta por trás do muro de papelão que está no palco e picha: )
ENSAIO DE UMA NOTA DE JORNAL: A AGONIA DAS FAMÍLIAS QUE ESPERAM POR NOTÍCIAS.
O anarquista: estamos perdendo tudo em nome de nada, nossas famílias encontram-se dilaceradas. Minha mãe de tristeza morreu ao ver o caixão de meu pai e meu irmão na sala de casa, todos os dias acompanhava com atenção as notícias da televisão, mas suas cartas nunca eram respondidas, e o governo dizia que a campanha ia bem... Bem ? Eu meu pergunto, como estar bem com balas passando na sua cabeça, arrastando corpos durante dias, que alegria! No lugar de um pai e um irmão, medalhas e indenização, quantificação da vida!
(O soldado aparece armado como se estivesse espreitando o perigo, o cenário escurece.)
O soldado: cada dia que mantenho vivo aumento a esperança de voltar pra casa. Vejo muita gente escrevendo cartas para a família. Eu, já mandei algumas pra minha mãe, não sabemos se quando forem entregues estaremos vivos.
 (O soldado sai de cena cuidadoso para não ser emboscado.)
  ( Volta o anarquista sem camisa e sujo, pecha no muro: )
ENSAIO DE UMA OTA DE JORNAL: A RELIGIÃO IMPULSIONA HOMENS A MATAR.
(O anarquista deixa uma rosa aos pés do muro e sai, apavorado como se estivesse sendo perseguido)
(volta o soldado como se estivesse em batalha, ao fundo efeitos sonoros de bomba e avios, meio cambaleando, meio lutando e meio fugindo ele se arrasta até próximo à platéia numa posição de defesa atira-se ao chão e fica sentado nos pés do palco de frente para a platéia com a alma empunhada, conversa com o espectador.)
O soldado: Nas guerras tento me esconder o máximo que posso, se é que isso é possível. Ultimamente tem havido muitas mutilações, vejo homens sem pernas e sem braços o tempo todo, homens tentando colocar suas tripas com as mãos, eles gritam a noite inteira, pedem para morrer e não morrem, descobri que o inferno é aqui.  O cansaço é cada dia mais notável.
   Os meus superiores me dizem: Deus está do nosso lado, eles são terroristas, por nossa coragem Deus irá nos recompensar com a vitória, eles nos chamam de infiéis. Sinceramente não consigo enxergar nenhum outro Deus, se não um deus cruel como Ares, um deus que cobre sua cama com a pele dos homens mortos em batalha, Deus nos virou as costas, nos esqueceu a partir do momento em que nos criou e viu que tinha falhado!
( As luzes se apagam )

Terceiro ato: ( Inicia-se com um vídeo da música soldados da Legião urbana mais ou menos assim: http://www.youtube.com/watch?v=yutnvGmDhxU&feature=related , o anarquista volta e picha mais uma vez:)
ENSAIO DE UMA NOTA DE JORNAL: A ALMA DOS MORTOS ASSOMBRA OS SOLDADOS.

(O soldado esta deitado, é noite e ele teme seus pesadelos)

O soldado: A noite o céu é bonito, Nele pelo menos não vejo marcas de sangue, por um instante, parece que estamos bem. Mas não passa de um instante e logo e logo os gritos de desespero e os gemidos fazem-se ouvir.
     Não sou um assassino, mas matar está se tornando algo cada vez mais mecânico, é sempre eles ou eu,  a noite o fantasma dos muitos homens que matei, os choros das mães que perderam os filhos, das mulheres que fiz viúvas me perturbam e acho que vou enlouquecer.

(O anarquista volta e escreve no muro, no mesmo momento em que é surpreendido pelo soldado que está armado)

O soldado: Fique onde está, e com as mãos onde eu possa ver terrorista!

( O anarquista se vira devagar com um sorriso sarcástico no rosto)
O anarquista: Terrorista? Você tem uma arma e eu uma lata de tinta, quem parece mais terrorista aqui?
O soldado: suas palavras matam muito mais pessoas do que eu.
O anarquista: Aposto que você já matou várias pessoas, deve ter ganhado uma medalha por cada caixão que espalhou nesse país, e ainda o chamam de soldado. Pois eu luto por um mundo que não tenha soldados nem fronteiras em que haja uma divisão mais igualitária, nossa desordem é o futuro, uma desordem que organiza, sua ordem é o passado.
Chega de sim senhor! Não senhor! Sentido! Não faz sentido!
O soldado: será que somos tão diferentes assim, certas coisas não mudam sempre haverá guerras e homens como eu e você, não importa o motivo, tanto eu como você enviamos caixões por esse país a fora. Você mata os meus, eu mato os seus, eu recebo ordens e você diz lutar para mudar o mundo, veja quem está tentando dar ordens? Você acha que pode fazer melhor? Você acha que as pessoas vão te ouvir, você acha que é um cristo, nem ele nos mudou rapaz, é o que somos, predadores famintos, e muitos dos homens que matei eu atribuo a gente como você, Gente que incute nas cabeças das pessoas um mundo que existe, nunca existiu ou jamais existirá, não houvesse resistência, nós chegaríamos, pilharíamos e iríamos embora como uma grande praga de gafanhotos, e vocês aos poucos se reergueriam e pilhariam outras civilizações porque isso independe de mim ou de você, não fomos nós quem estabelecemos as regras do jogo, nascemos assim, não nos tornamos é inerente a própria natureza, por mais que não goste não dá pra mudar.
O anarquista: Acha que entende mais da natureza humana que eu, mais de política e geopolítica, pois te digo amigo, você não sabe nada, você se esconde  atrás dessa arma, dessa farda, mas quantos homens você matou com suas próprias mãos, quantos homens que não fazem sentido pra você?
O soldado: estamos em guerra, matar é automático!
O anarquista: então vamos deixar que nosso instinto aflore, não é disso que se trata? Uma questão de instinto? Eu e você e apenas um sairá vivo, e terá de ser morto pela mão do outro, e antes que um de nós morra teremos de olhar e ver quem estamos matando, não meros homens sem rostos ou sem identidades, mas um terá de morrer pela mão do outro e consagraremos esse instinto selvagem.

(o soldado abaixa a arma a deixa cair, e os dois entram em luta corporal até que o soldado consegue sufocar o anarquista)
O soldado: vale a pena matar para viver, mas vale a pena morrer por um delírio? Diga? Sente seus olhos saltando e as vistas ficando escura, agora que seus pulmões estão ficando sem ar, onde está o fôlego da revolução, sente seu coração acelerando, e por mais que se você tente escapar não vai conseguir fugir.
(o soldado levanta, deixa o corpo no chão anda até a mesa, observa os bonecos, que guerreiam contra seu próprio reflexo e o vira para si, se olha e não se reconhece.)
Quem é você soldado? Onde estava? Sentido? Que tipo de monstro é você? Quanto tempo faz? Há quanto tempo estamos aqui?
( O soldado sai desesperado pega a lata de tinta e picha o muro:)
ENSAIO DE UMA NOTA DE JORNAL: A GUERRA TRANSFORMA HOMENS EM MONTROS.


(as luzez se apagam e a musica do final será exercito de um homem só do E.H. http://www.youtube.com/watch?v=amssdtzcXbY)








sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"As vezes tenho a sensação que estou num filme do Amenaber, nada é o que realmente parece e acabo sempre me lançando do alto de um prédio tentando vencer o meu medo de altura... sempre uma loucura surreal.
Tenho contido minha loucura ultimamente, como aquela velha história do Raulzito "Controlando minha maluquez, misturada com minha lucidez." Ainda não sei bem o que se passa em mim, mas sinto que estou num momento de mutação, não a metamorfose nossa de cada dia, mas realmente sinto que um rito de passagem indefinível se aproxima. Ao longe avisto nuves de cores púrpuras, fugindo um pouco dessa imensidão azul e branca, monotonia... Como se o Sol me mostrasse novas tonalidades de um mesmo céu, como se na minha alma algo distoasse e fosse vivo, como o nascer do sol, um nascer do sol impressionista digno de monet."

                                                                               Att: Leo Rocha

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

10 discos para ouvir.

Como é que se diz eu te amo ( L.U)
Só se for a dois ( Cazuza )
Acústico MTV ( Lobão )
Bossa In'Rol ( Rita Lee )
AO VIVO Mtv ( LuLu Santos )
Acústico Mtv ( O Rappa )
Revolução por minuto ( RPM)
Acústico Mtv ( Gal Costa )
Bhetânia canta Vinícius ( Maria Bhetânia )
10.000 mil destinos Ao ViVo ( E. H)

Poema

Somos designados a viver nossas histórias
Histórias que todos sabemos como começa
Sobre elas exercemos nosso controle
Escrevemos histórias dentro de histórias
Vivemos nossos amores

É comum rir, chorar...ates de mais nada é humano
Vemos como numa dança, na bagunça dos passos
Corpos chegando e se afastando
Corpos que amamos...

Escrevemos histórias e as vivemos
As encenamos e tudo com improvisos
E se Deus quiser! muito riso...
Não o meu que é triste e amarelado
Como velhas histórias esquecidas no passado,
Mas com o riso da garota dos meus sonhos

A Parte mais difícil de uma história é o fim...
Ninguem sabe quando começa e se realmente acaba
No fim é sempre uma frase não dita
A palavra salvadora esquecida
O beijo não dado
Um escuro sem fim

Quando as cortinas se fecham
O nada ganha sentido
Depois do fim... the end!
Que fique a sensação de que foi lindo...


att: Leo Rocha                                                                                                                                                                                                                                         

O início

"No princípio criou Deus os céus e a terra" e eu criei um blog. Na verdade isso é uma tentativa de registrar vàrias das minhas viagens por essas noites insones, muitos desses pensamentos que pousam como pássaros nos meus ombros e logo em seguida partem para longe. Não espero que ninguem leia nada disso, aliás como já dito, a idéia é muito mais uma espécie de registro pessoal.
Erros existirão sempre, até porque escrevo e não leio, só escrevo e perco o controle sobre as palavras, por tanto espero que se alguem chegar a ler esse blog os ignorem, e recebam apenas a mensagem.

att: Leo Rocha