segunda-feira, 20 de agosto de 2012

a cena.

Existe algo triste e belo em mim, como aquela cena do beijo naquele filme antigo que nunca mais esqueci, também nunca mais voltei a vê-la. Não quis quebrar a magia daquela madrugada, onde por acaso, navegando entre canais, sala escura, olhos fixos na tela, corpo escondido na treva, encontrei aquele beijo... que por um momento me fez acreditar que amores eternos são possíveis. Talvez, fora das telas, longe da belez da trilha sonora, não sejam.
Não me entristeço, por mais que os casais se separem, aquele beijo será eterno, na cena que por alguns segundos me fez crer no amor. A arte a de ser eterna, o amor persistirar nas canções sendo a herança das gerações de apaixonados... nas palavras do brilhante Chico Buarque: " Se nós nas travessuras das noites eternas, já confundimos tanto as nossas pernas, diz com que pernas eu devo seguir". Como negar a eternidade do amor dessa canção...
Daqui pra frente não sei mais quantas cenas de cinema eu irei ter de persiguir, quantas madrugadas inda terei de vagar, quantas canções será preciso entoar, até que a vida imite a arte, até que eu perca a razão te procurando em toda parte e teu "sapato ainda pise no meu".


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