É complicado a frequência de emoções em que vivemos. Pessoas chegam e partem numa velocidade assombrosa, acabo procurando num vazio qualquer a pessoa que há pouco estava alí, não está mais... Não faz mal, o essencial permanece nos pequenos momentos, nos detalhes, nos milagres, nas sombras dos sorrisos disparados e lagrimas derramadas.
Poucas coisas consigo levar pra toda vida... Poucos sentimentos, pessoas e objetos... em algum momento algo sai do controle acaba se perdendo. Algo semelhante ao que aconteceu com os meus brinquedos de infancia quando cresci, não sei ao certo, mas parece que ganharam vida própria e se enterram em algum lugar nos quintais de minha vida... aí me agarro no que posso carregar, ou no que me carrega. Nem sempre é consigo traçar os cursos, há momentos em que é preciso me deixar levar pela força bruta da correnteza que me puxa e atira ao seu bel prazer.
Os nobres ventos do destino... não há nada mais imprevisível. O tempo vira, as onda que arrastam me trazem de volta as águas calmas. Por isso falo pouco, observo muito, pra que quando chegue a hora saiba o que realmente é necessário e abandone o superficial. Carregar mais do que preciso só me atrasaria e tenho pressa de viver.
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