domingo, 17 de março de 2013

Se um dia eu fosse Deus

Se por um dia eu fosse Deus,
Faria do mundo um lugar diferente,
No lugar do do firmamento constelado de estrelas,
Firmaria teus olhos a brilhar sobre a humanidade,
E as montanhas se assemelhariam aos teus seios,
De onde jorraria o leite que fertilizaria a terra
E amamentaria pagãos.

Se um dia  eu fosse Deus, o espirito a correr sobre as águas
Refletiria tua imagem em muitas cores,
Do teu ventre brotaria a vida,
À tua imagem e semelhança
E eu, do alto da minha santidade
Faria de mim o criador e a criatura

Se um dia eu fosse Deus, me livraria do medo
E cavalgaria entre cometas e planetas,
Traria do céu, todas as estrelas
E as colocaria na profundeza dos mares,
Para que elas não se ofuscassem
Com a luz dos teus olhos...
Então, a noite o mar reluziria como prata
E, ainda assim, teus olhar resplandeceria sobre ele.

Se um dia eu fosse Deus, retiraria dos homens o coração
E colocaria o próprio amor...
E os homens brotariam da terra sob o sol...
Fariam nações, criariam suas religiões
Para encontrar a porção de Deus que deixaria dentro de cada um...
E tudo seria santo...
Desde os sonhos mais lindos,
Até as noites de pranto...
E quando menos aguardassem...
Tua boca de profecias anunciaria...
Não a chegada do Messias,
Mas que o próprio Deus viria...

Se um dia eu fosse Deus, viria nu como um menino,
Puro e limpo.
Transformando o que me desagradasse em seu oposto
Extraindo dos sonhos a realidade
Dos traidores a lealdade,
Dos covardes toda a coragem,
Dos dementes a sanidade,
Mas principalmente dos que não amam,
A felicidade.





sexta-feira, 15 de março de 2013

A crítica

"Sem dúvida alguma a crítica é um dos motores da humanidade, mas sem querer ferir a liberdade de expressão de ninguém, a crítica pela crítica é dispensável. O que não constrói, não soma, não mostra outros pontos de vista é burríce.
Criticar com paixão, mas sobretudo com inteligência. Pois, se não for assim, parecemos bobos, chatos, desnecessários. O que nos é mais cômodo, não necessáriamente nos é mais lógico... é importante fazer tal separação. Gosto de ver papos cabeças, gente que está aberta a saber que existe muita coisa além do certo e do errado, que esquerda e direita não são os únicos lados disponíveis, o mundo é tão grande, tão diferente, e além do "nós" tem todo o resto, tanta gente.
Me assusta as vezes que essa juventude seja tão velha, tão careta, parecemos pais de nossos pais e se Deus quiser seremos avôs dos nossos filhos, pois espero que eles sejam diferentes do que somos hoje. Sinto saudade da juventude que sonhava, que queria ser livre, que queria ser "maluca-beleza". O que temos feito com a nossa "liberdade" é uma piada, de muito mau gosto, se me permitem opinar. Aos poucos, porém aos montes, vamos perdendo a individualidade e nos homogeneizando, como esses produtos de mercado que se pode comprar as duzias.
Gostava mesmo, era da crítica Machadiana, sabe? Aquela onde um abraço esconde uma punhalada nas costas? A boa e velha ironia, as vezes tão fina, que deixa um abismo entre aquilo que dizemos e o que pensamos... bons tempos... mas não vou impor o estilo favorito, pode não ser o teu... Se gosta de dizer verdades nuas e cruas como fazia Clarice, fala com a paixão que chega mais perto do coração selvagem, mas não esquece da inteligência. A crítica pela crítica não convence ninguém.
( Poesia e Anarquia )

sábado, 9 de março de 2013

nada dura pra sempre

" nada dura pra sempre,
mas quem disse que tem que durar...
apenas a arte se eterniza...
apenas a arte...
há quem confunda a rotina com felicidade,
e há quem ache que há felicidade deva ser rotina...
mas nada se eterniza,
apenas a arte"
( Poesia e anarquia)

terça-feira, 5 de março de 2013

Vitimado

O que me sobra é uma vontade de seguir entre domingos de feriados e quartas feiras nubladas... pareço pessimista, mas entre a realidade e a ambição, tudo são sonhos e frustrações, tudo é comum e diferente, desde clássico sabor do refinado até exótico sabor do que já nos é habitual,  se escondendo entre pernas e bocas e acaba escorrendo pelos dedos e se esvai. Nas palavras de Marx "tudo que é sólido se desmancha no ar", sonhos e frustações, amores e utopías, pequenos vilarejos e grandes impérios, tudo que move as paixões nos corações dos homens, como num passe de mágica, se desmancha no ar.
Diversas vezes me lancei como presa em busca da melhor caça.