A crítica
"Sem
dúvida alguma a crítica é um dos motores da humanidade, mas sem querer
ferir a liberdade de expressão de ninguém, a crítica pela crítica é
dispensável. O que não constrói, não soma, não mostra outros pontos de
vista é burríce.
Criticar com paixão, mas sobretudo com
inteligência. Pois, se não for assim, parecemos bobos, chatos,
desnecessários. O que nos é mais cômodo, não necessáriamente nos é mais
lógico... é importante fazer tal separação. Gosto de ver papos cabeças,
gente que está aberta a saber que existe muita coisa além do certo e do
errado, que esquerda e direita não são os únicos lados disponíveis, o
mundo é tão grande, tão diferente, e além do "nós" tem todo o resto,
tanta gente.
Me assusta as vezes que essa juventude seja tão velha,
tão careta, parecemos pais de nossos pais e se Deus quiser seremos avôs
dos nossos filhos, pois espero que eles sejam diferentes do que somos
hoje. Sinto saudade da juventude que sonhava, que queria ser
livre, que queria ser "maluca-beleza". O que temos feito com a nossa
"liberdade" é uma piada, de muito mau gosto, se me permitem opinar. Aos
poucos, porém aos montes, vamos perdendo a individualidade e nos
homogeneizando, como esses produtos de mercado que se pode comprar as
duzias.
Gostava mesmo, era da crítica Machadiana, sabe? Aquela onde
um abraço esconde uma punhalada nas costas? A boa e velha ironia, as
vezes tão fina, que deixa um abismo entre aquilo que dizemos e o que
pensamos... bons tempos... mas não vou impor o estilo favorito, pode não
ser o teu... Se gosta de dizer verdades nuas e cruas como fazia
Clarice, fala com a paixão que chega mais perto do coração selvagem, mas
não esquece da inteligência. A crítica pela crítica não convence
ninguém.
( Poesia e Anarquia )
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