sábado, 15 de junho de 2013

Eu espero.

Eu espero que haja tempo... tempo para nos conhecermos e nos esquecermos, sobretudo tempo para nos reconhecermos depois de todo esquecimento, tempo para nos perdermos e nos encontrarmos. Eu espero que haja tempo suficiente para perdermos e para ganharmos.
Teu corpo fala com meu corpo a língua dos anjos, a loucura dos loucos, a paixão dos amantes. Minhas mãos são como tuas chaves, e vão te abrindo e revelando contra a pouca luz, num intuito único de amar-te como se fosse a ultima vez. Aí então, teu espírito na penumbra é meu espírito e sou teu senhor e ao mesmo tempo teu servo, num instante onde não há domínio ou precisão, somos só nós.
Sinto sua falta... Cada dia sinto mais sua falta... e tua ausência se faz presente. Aí então aprendo a amar o que não tenho, sentir o que não toco, ansiar pelo que não vejo, desejo. Desejo-te nas horas mais inoportunas, quando meus dedos navegam por teus cabelos de ondas negras, quando a o coração acelera e a respiração parece faltar e de tanto desejar-te, guardo-te em segredo.
Talvez um dia, entendas que a vida é feita de mistérios e o maior deles é o que nos liga, o que nos faz cruzar outra vida de forma repentina, nos tirando da rotina e invertendo a lógica das coisas. Quando acontece, o que é certo não nos parece mais tão certo e o amargo adoça a boca.
Eu espero que haja pureza e sinceridade, que não nos falte paixão, que o amor seja destino e não desilusão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário