Hoje te escrevo não por sermos bons amigos, más bons estranhos. Não quero esperar boas novas, nem recordar passado terno, preciso anunciar tragédias, professar a fé das dores (absolutamente normais).
Veja só todos nas filas, todos tão sós dentro da multidão... tão invisíveis, em meio a tantas vozes é impossível ouvir um grito de loucura libertária, face a dominante reprodução caótica da sanidade. Nossa solidão cresce junto com os prédios, nossos sonhos encontram-se enterrados em meio as ruas de concreto e asfalto negro.
Somos arquitetos do caos. Sonhamos com um céu que não desabe sobre nossas cabeças, mas somos incapazes de tentar pintar uma nova cena.
muito lindo saudades!
ResponderExcluirmuito lindo saudades!
ResponderExcluirmuito lindo saudades!
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