quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Que meu silêncio diga tudo.

Minha vida sempre foi me levando, sei lá... acho que é uma espécie de reticência (...), não sei o que vinha antes, não sei o que virá depois. Sempre naveguei ao bel sabor do vento, nunca fui bom em fazer planos, estratégias, jogadas de mestre... Por essa inconsequência, conheci aguas calmas e mares intempestivos, amei, perdi, me quebrei, magoei, sofri, chorei... nasci sozinho e no fundo sei que morrerei só, ninguém no mundo é mais só do que eu.
Por vezes eu gritei antes de falar, eu chorei antes de cantar, eu corri antes mesmo de caminhar. É que eu trago em mim uma pressa, uma intensidade que não sei dosar, e se por ela muitas vezes me perdi, quase morri, sofri e sofri e sofri... também a ela devo noites inesquecíveis, amores intensos, histórias inestimáveis.
Perdoa. Perdoa meus passos sempre tão apressados, perdoa esse vazio que nem o oceano conseguiria encher. E quando quando teus dias estiverem tristes, deixa neles ecoar as risadas que compartilhamos. Certas coisas não tem explicação, certos momentos nem deveriam existir, mas a vida é feita de certos momentos e de momentos certos.
Ah eu Queria agora toda dor do mundo, queria agora morrer de saudade, queria toda a angustia... E quem sabe assim, mais tarde, ao acordar, seria possível renascer em felicidade, felicidade que procuramos em tantos lugares, mas que está mesmo escondida em nós.

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