Me abraça o inferno na noite densa...
Não espero o bom tempo,
Danço ao som das tempestades,
Galopo nas costas do vento...
sou escravo do tempo.
Não se caminha no inferno
Com pés descalços...
E a noite negra
Se confunde com as trevas do asfalto...
Me assombra o medo de andar perdido,
Caminhar à sombra dos corações aflitos,
Sou todo caos...
O interminável caos...
quarta-feira, 30 de abril de 2014
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Como eu queria
Como eu queria não ter estragado tudo, não ter metido os pés pelas mãos... Como eu queria um close antes do fim, um discurso pronto ao invés de todo aquele silêncio atrapalhado...ah... como eu queria ser remido de todos os meus erros, e num choro botar pra fora tudo de mau que há em mim...
Ando perdido sem as marcas de teus passos, para onde apontam teus olhos aflitos? me diz o que fazer? Me diz o que eu faço com esse desespero que rasga meu peito e me amargura... onde estão os planos que traçamos? em qual rio nossos afluentes vão acabar se cruzando?
Me consome a falta, a casa vazia, o quarto tão grande... me consome o que poderíamos ter sido... mas quem sabe depois de consumido... possa renascer tal qual Fenix, voltar a ser o que houvera sido, aí, quem sabe, haja novo início, e o fim seja só um pretexto pra recomeçar.
Ando perdido sem as marcas de teus passos, para onde apontam teus olhos aflitos? me diz o que fazer? Me diz o que eu faço com esse desespero que rasga meu peito e me amargura... onde estão os planos que traçamos? em qual rio nossos afluentes vão acabar se cruzando?
Me consome a falta, a casa vazia, o quarto tão grande... me consome o que poderíamos ter sido... mas quem sabe depois de consumido... possa renascer tal qual Fenix, voltar a ser o que houvera sido, aí, quem sabe, haja novo início, e o fim seja só um pretexto pra recomeçar.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
dúvidas
Não preciso de explicações para os meus nadas, para os meus hiatos, para os meus vazios... sempre estiveram lá e de certa forma, mesmo que pareça contraditório, me preenchem. Não quero ser completo, quero estar sempre faltando, quero ser eternamente inquieto, quero que as dúvidas sejam minhas constantes, porém que se renovem a cada amanhecer, Não suportaria ser sempre o mesmo.
Toda compreensão esvai, esgota, limita. A lei da gravidade determina que soltos no ar os objetos tendem a despencar... entendemos isso... esgotamos isso... encerramos a esperança de que os objetos levitassem... bem... apenas para alguns de nós, a lei de Newton não foi suficiente para acalmar a inquietude de Santos Dumont, algo mais pesado que o ar deve voar... e assim nascia o avião... e assim crescia o sonho em meio a revolucionária ideia de que era possível, ele viu a possibilidade onde antes só se via a certeza.
Nada é certo, absolutamente nada é preciso... o que é determinante são as circunstâncias, se chovia ou se fazia sol, se estava ventando ou não, se seu time tinha ganhado no dia anterior... Nada é pra sempre, nada é pra ontem, tudo no seu tempo... cada verbo em sua conjugação... e de todas as minhas afirmações acima, eu só assino embaixo das minhas dúvidas.
Toda compreensão esvai, esgota, limita. A lei da gravidade determina que soltos no ar os objetos tendem a despencar... entendemos isso... esgotamos isso... encerramos a esperança de que os objetos levitassem... bem... apenas para alguns de nós, a lei de Newton não foi suficiente para acalmar a inquietude de Santos Dumont, algo mais pesado que o ar deve voar... e assim nascia o avião... e assim crescia o sonho em meio a revolucionária ideia de que era possível, ele viu a possibilidade onde antes só se via a certeza.
Nada é certo, absolutamente nada é preciso... o que é determinante são as circunstâncias, se chovia ou se fazia sol, se estava ventando ou não, se seu time tinha ganhado no dia anterior... Nada é pra sempre, nada é pra ontem, tudo no seu tempo... cada verbo em sua conjugação... e de todas as minhas afirmações acima, eu só assino embaixo das minhas dúvidas.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
O Vento
Nasci pra ser como o vento, livre... soprar por aí, assoviar, entrar sem bater ou batendo a porta... Nasci pra ser como o vento, as vezes frio, em outras refrescante, anuncio de grandes tempestades, ser invisível, insípido e inodoro, ser sentido, mas jamais aprisionado.
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