Há coisas que não nos abandonam...
Lembranças que nos assombram...
Passados tão presentes...
Doces miragens no meio do Caos...
Doces miragens...
Olhos de oases...
Caminhamos sobre o que sobrou,
O que sobrou depois que a tempestade se foi...
"todo porto é uma tempestade"
Diziam os marujos,
Enquanto meu coração perdido ancorava
No fundo de um oceano qualquer
Esquecido, naufragado...
Ouço velhas canções Nautas...
A casa do marujo é seu mar,
Um bom marujo não tem pra quem voltar...
Dias após dia...
Onda Após onda,
Sigo a direção do céu...
Dentro da noite densa retirando seu véu...
Na direção que a estrela apontar...
Solidão é meu mar
quinta-feira, 31 de julho de 2014
segunda-feira, 21 de julho de 2014
casulo
No fundo eu caminhei muito me rasgando por aí, não dá pra contar os pedaços meus que esqueci, como também não dá pra juntar, seria como montar um quebra cabeça que quando estivesse junto, formaria uma imagem diferente do que sou hoje. Andei em eterna mutação, me rastejei por entre a lama e o limo, mas ao sair do casulo criei asas e voei.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Hora de parar
Difícil mesmo é saber a hora de parar, saber que já se chegou no limite, que dali em diante não se pode mais seguir, reconhecer que ficou velho demais pra alguma coisa, que os olhos já não enxergam tão bem, que as mãos e pernas já não são tão rápidas e ágeis. Parar não deve ser tão difícil assim, quando se tem convicção de que o momento é certo, pior do que parar tarde é parar cedo demais, saber que poderia ter ido além, que deixou de fazer e descobrir alguma coisa, que ainda ficou algo por ser dito, um capítulo não escrito.
São as dúvidas que temos que lidar, sabendo do peso de nossa finitude onde nada é pra sempre, amores e impérios que levaram uma vida para serem construidos tem uma coisa em comum, podem desmoronar em um dia, as certezas que levamos estão sempre mudando de acordo com a dinâmica do sistema e da sobrevivência. Acreditem ou não, não basta apenas levar um vida no topo e terminá-la na sarjeta, pois é nesta última que você será lembrado.
Parar não é se entregar. Parar é chegar num limite intransponível, quando as coisas que antes eram praticadas com excelência tornaram-se impossíveis, já a entrega é um ato covarde que vem quase sempre precedido pelo medo do fracasso.
Os homens se atormentam todos os dias com seus limites, os que se sobressaem ganham destaque, dão esperança, tornam-se especiais... mas pra mim, o maior mistério é saber quando não dá mais pra seguir e é chegada a hora de colher os frutos do que já foi plantado.
São as dúvidas que temos que lidar, sabendo do peso de nossa finitude onde nada é pra sempre, amores e impérios que levaram uma vida para serem construidos tem uma coisa em comum, podem desmoronar em um dia, as certezas que levamos estão sempre mudando de acordo com a dinâmica do sistema e da sobrevivência. Acreditem ou não, não basta apenas levar um vida no topo e terminá-la na sarjeta, pois é nesta última que você será lembrado.
Parar não é se entregar. Parar é chegar num limite intransponível, quando as coisas que antes eram praticadas com excelência tornaram-se impossíveis, já a entrega é um ato covarde que vem quase sempre precedido pelo medo do fracasso.
Os homens se atormentam todos os dias com seus limites, os que se sobressaem ganham destaque, dão esperança, tornam-se especiais... mas pra mim, o maior mistério é saber quando não dá mais pra seguir e é chegada a hora de colher os frutos do que já foi plantado.
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