...E com o passar dos anos carrego cada dia mais saudades, mais lugares, mais feridas. Não posso negar, não foi fácil. Mas hoje lido melhor com os meus demônios, com minhas cicatrizes.
Aprendi, a duras penas, que somos feito chama que se apaga, que a vida é um sopro, que a felicidade é um momento, que muita coisa passa, mas sempre há aquelas que permanecem e que volta e meia nos perturbam, nos alegram, nos emocionam no escuro de uma madrugada que parece não ter mais fim.
Já tive tantos sonhos, tantos amores, percorri tantos lugares, sou um paladino de minhas paixões, um eterno escravo dos meus desejos. Talvez por isso, não hesite antes de me atirar no desconhecido, um explorador de sentimentos, navegador de mistérios, e embora saiba que há muito de loucura na minha utopia, prefiro o sabor de meus devaneios, à mediocridade dos que vivem por viver, dos que não se arriscam, dos que não revolucionam a ordem. Não poderia ser outro, senão este, artesão de minha arte, pioneiro de minhas descobertas, não poderia querer estar em em outro lugar, senão na vanguarda de meu tempo.
Com o tempo, vi que sempre Haverão mais dedos apontados do que ombros amigos, muito mais descrédito do que confiança, muito mais medo do que esperança... por isso nunca me adequei as maiorias, meus submundos sempre foram muito mais ternos, e as minhas guerras sempre foram travadas pelos motivos certos
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