quarta-feira, 20 de maio de 2015

Nos deixamos pra depois

No fim, acabei te perdendo, mal de mim que só sei bem te querer. Fiquei esquecido em algum lugar do teu passado, entristecido, empoeirado, lembrança antiga jogado no canto. Eu, ao contrário, te guardo na parte mais bonita, no brilho dos meus dias, no auge de minha mocidade, nas noites de amor inconsequente quando acreditei que poderíamos ser eternos.
Nada é eterno, nem a dança, nem a paz do seu sorriso, nem o caos da tua ausência, são só partes do mesmo todo, fazes da mesma lua, que agora cobiço vagando só pelas ruas, enquanto vejo o tempo correr, e sinto tua ausência cada vez mais presente.
Já perdi as contas de quantas faltas eu tenho, quantas carências, quantos medos... Já perdi a conta de quantas feridas eu trago em aberta em meu peito, e quantas pessoas eu deixei para trás, igualmente feridas, com as pedras que atirei.
E depois de tudo, nossas bocas antes unidas dividiram-se, e nossos corpos antes amantes tornaram-se estranhos, e ficamos à sombra, morremos na praia, nos deixamos pra depois. 

terça-feira, 5 de maio de 2015

Cheganças

É que com o tempo, 
Eu aprendi a me acostumar com tuas partidas, 
E a ficar feliz esperando as suas "cheganças",
Fui entrando em tua dança.
Sem querer me perder, andei perdido.
Pedi abrigo, morei no tempo,
Segui teu cheiro no vento,
Quis teu sim, ao invés do não.
E toda vez que de longe eu te via, 
Dobrando a esquina, com sorriso no rosto
No fundo sabia...O porque te esperava,
Não eram pelas partidas que te amava, 
Mas pelo que sentia, 
Toda vez que você chegava...



segunda-feira, 4 de maio de 2015

Quando você passar por mim...

Quando você passar por mim,
Meu amor... Me reconheça
Com qualquer roupa, em qualquer dia, em qualquer mundo...
Segura a minha mão para que eu não me perca...
Porque eu te amo desde agora,
Nessa hora na qual escrevo,
No tempo que te antecede
Nessas noites de vinho e de lua
...E no porvir...

Te sinto e te pressinto,
Tempestuosa, mudando as coisas de lugar...
Me arrancando sorrisos, iluminando os meus dias
E imagino que amar seja mesmo assim,
Direcionar o que não tem fim,
Sonhar o impossível
E mesmo depois, ao acordar...
Fazer com que o impossível more em mim.

Pelos teus olhos
Ei de conhecer mundos...
O brilho das estrelas, galaxias do universos
Adentrar mares abertos, Navegar à deriva,
Naufragar em águas profundas...

Pelos teus braços
Os  meus verões serão mais quentes
E os meus dias mais ternos.
Todo abraço será eterno...

Quando você passar por mim,
Meu amor... Não me peça licença,
Não me peça nada...
Apenas tome para si,
Tudo que a tanto tempo guardo...
E que por direito, é seu.