Foda-se, o problema é que eu quero tudo do meu jeito, eu sei... eu sei... isso não tá certo, qual a importância do certo sem o errado. Foda-se. Tem que ser autêntico, tem que dar a cara pra bater, tem que ter culhão e é isso que tenho tentado ser e fazer. Quando todo mundo corre, eu paro. Quando todo mundo para eu corro.
A droga é essa sensação de estar sozinho no mundo, não sigo tendências, não bato metas, não trabalho oito horas de um dia miserável. Se sou inútil? não, não sou. Inútil são eles, que maldizem e não sabem o motivo, gastam suas vidas miseráveis produzindo uma riqueza que não compreendem e sequer usufruem.
Vejo nas ruas carros iguais, roupas iguais, mentes iguais, todos ocupados demais olhando as telas dos seus celulares ultramodernos, Nada mais chato. Nada mais primitivo. Onde há gente de verdade? o que fizemos com as almas? o que é, e onde está a arte? onde está a originalidade?
Acho que caminhamos para a regressão, não a regressão econômica ou cientifica, mas a espiritual... não temos mais tempo para nos conectarmos com a essência, tudo agora é aparência, Aquela expressão "nada é o que parece" acabou virando uma contradição em termos, as pessoas estão se tornando cada vez mais as suas futilidades, a tal ponto que, se tirarmos as mascaras perdemos os rostos.
Deve ser mesmo uma conclusão muito difícil de se chegar, que só levamos da vida a vida que levamos, que tudo passa depressa demais... Mas somos seres cheios de sentimentos mesquinhos, egoísmos, vaidades, usura... talvez tenhamos sido expulsos do Céu com os anjos caídos... talvez mereçamos esse inferno.
sábado, 17 de outubro de 2015
Murmúrios
Hoje era um verso,
Imerso em inconstância,
Dos teus braços ao abandono
Me diga,
Qual o propósito de tuas mentiras?
Por quem brilham teus olhos negros?
Noite em treva,
Escuridão da terra fértil.
Infértil foi esse amor,
Que não progrediu, Que não renasceu...
E na boca onde ontem morava o teu sorriso,
Agora há só um murmúrio de Adeus.
domingo, 4 de outubro de 2015
Poesia Marginal
Numa dessas noites, a minha poesia veio a mim...
Era o nada, o vazio, a própria noite.
Era eu o poeta,
Cantador das dores maiores, dos amores melhores
Era eu...
Minha poesia veio a mim...
E agora era tudo, era o mundo
Turvo, confuso, mecânico...
E ainda assim era o canto, o vento, o pranto
Veio como Deus, desceu do céu
Como uma pomba branca
Trazendo a salvação.
Veio a mim, que não creio...
Veio a mim, que peco em blasfêmias e bordeis...
Mas tudo podia suportar,
Minhas blasfêmias e minhas putas,
O mau cheiro das ruas e os maus tratos dos homens
A se confundir por entre as pernas dos metrôs,
E a densa fumaça que sai carros e me sufoca
Num dia quente qualquer de outono.
Era a arte... o Sentimento se dilatando no branco do papel
Enquanto o ponteiro corria...
Enquanto o tempo passava...
Eu naquela hora não sabia,
Mas a poesia que nascia em mim
Era o que me inquietava.
O menino faminto era a minha poesia...
E as paredes pichadas na solidão das ruas,
Que se confundem entre os becos e vielas
Nas favelas que crescem e se proliferam como pragas
Era o toque no corpo daquelas mulheres nuas,
Nos lençóis imundos
Era a noite, era o dia
A seca, a melodia
Que me iludia
E não rimava com rima alguma
Era o Verso ao avesso.
Um corte que jorrava
O medo que espreitava
Por detrás das sombras
Era o branco que a luz escondia...
Era o nada, o vazio, a própria noite.
Era eu o poeta,
Cantador das dores maiores, dos amores melhores
Era eu...
Minha poesia veio a mim...
E agora era tudo, era o mundo
Turvo, confuso, mecânico...
E ainda assim era o canto, o vento, o pranto
Veio como Deus, desceu do céu
Como uma pomba branca
Trazendo a salvação.
Veio a mim, que não creio...
Veio a mim, que peco em blasfêmias e bordeis...
Mas tudo podia suportar,
Minhas blasfêmias e minhas putas,
O mau cheiro das ruas e os maus tratos dos homens
A se confundir por entre as pernas dos metrôs,
E a densa fumaça que sai carros e me sufoca
Num dia quente qualquer de outono.
Era a arte... o Sentimento se dilatando no branco do papel
Enquanto o ponteiro corria...
Enquanto o tempo passava...
Eu naquela hora não sabia,
Mas a poesia que nascia em mim
Era o que me inquietava.
O menino faminto era a minha poesia...
E as paredes pichadas na solidão das ruas,
Que se confundem entre os becos e vielas
Nas favelas que crescem e se proliferam como pragas
Era o toque no corpo daquelas mulheres nuas,
Nos lençóis imundos
Era a noite, era o dia
A seca, a melodia
Que me iludia
E não rimava com rima alguma
Era o Verso ao avesso.
Um corte que jorrava
O medo que espreitava
Por detrás das sombras
Era o branco que a luz escondia...
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