quarta-feira, 15 de junho de 2011

Paradoxo

Ah... amigo,
Eu tenho que ir, se não é permitido ficar
E tenho sempre que lutar, quando quero render
Seria facil vencer, se não soubesse chorar
Abandonar, se não houvesse o querer,
Ando contra o vento
Pés descalsos, Sandalhas à mão
Peito aberto, Pés no chão
Mente sã, coração de leão
Seria mais fácil viver, se não houvesse o destino
Crescer, sem perder  o menino
Que de olhar o mar se encanta,
Vê em tanta imensidão tamanha insegurança,
E a quem lhe dá a mão a maior confiança
Pouco importa o dia de amanha,
Eu vivo pouco a pouco
Pouco importa a minha sanidade
Eu já estou mesmo meio louco,
Seria mais facil entregar, se não fosse necessário  lutar
E matar todos os meus sonhos, se não tivesse que os enterrar

              ATT Leo Rocha

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Em silêncio, deixo pegadas na poeira de casa,
O mesmo silêncio que perseguiu meu pai,
Enquanto olhava esperançoso o céu desabar
Sobre nossas cabeças,
Meu irmão partiu com sua bolsa cheias de sonhos,
Foi ver o mundo e suas maravilhas,
Ao longe babel e suas línguas,
Interrompem o silêncio, que outrora era o choque
Do mundo devastado por ataques nucleares...
Nos olhos marejados a tristeza,
Solidão quem sabe outro dia,
Pouco importa os despotas,
De que vale os reinos, sem os sonhos...
Os ecombros,
Eu passeando sobre o que sobrou de minha casa
Buscando vida, objetos particulares, memórias...
O que sobrou da vida que nunca foi tão boa,
E justamente por ser assim,
Dá-me a impressão que era melhor...
E volta a me perseguir o silêncio,
O mesmo silêncio que habitava o nada,
Quando o mundo ainda não era o mundo,
E tua imagem incompleta já refletia nos olhos de Deus...
Agora é trade, muito tarde,
Casais se esfregam nas muretas do suburbio,
Homens mortos, torturados, atormentados...
A dor do aço cortando a pele,
E o sangue jorrando pela julgular...
Mas na poesia não há sangue,
Não há notas de jornais,
Não nesta noite de silêncio,
O mesmo silêncio que pairava, quando de leve vi tua sombra
Me perseguir por todas as noites
Desde o fatidico dia de tua partida...
Não há mais nada  dizer...
É o lamento, da inoscência violentada,
Do sonho frustado,
Ainda assim temos sorte, estamos vivos...
O que mais esperar?
Os tempores no mundo são eternos,
Por isso Deus criou as grutas, sombras e os maus...
Para que o mundo fosse um lugar temível,
E ama os bons e os maus, da mesma forma que os ateus
Para que os tementes não se julguem melhor
Pouco inporta o melhor, se não há escolha
Recorro a poesia...
Melhor seria uma canção que todos entoassem,
O que tenho é o silêncio da poesia não lida,
De tê-la, tenho muito...
E quanto ao muito que se perdeu?
No epitáfio o silêncio.


Att Leo Rocha

quarta-feira, 1 de junho de 2011

textozinho

"adeus... deveria ter dito, calei. Assim tem sido a vida, um misto de ações que faço ou deixo de fazer, que me impulsionam para a esqueda ou para direita, para cima ou para baixo, para ti ou para longe de ti.
Há muito tempo ando longe, tanto tempo longe de casa, as vezes não sei se ainda tenho casa, um lugar pra voltar, pra chamar de meu, acho que isso, como muitas outras coisas se perdeu também, mas diz o ditado que "a gente se vira com o que tem", afinal quem não tem cão caça com gato, mas a minha caçada é no maximo uma pescria, um ato paciente e solitário, em silêncio pra não espantar os peixes, rezando pra queo tempo não vire, mas desde de já eu sei, o tempo vira e vira depressa, chego a pensar que padeço daquele mal "Rocky balboa" sempre obrigado a arrancar um nocaute no último minuto, não basta ser apenas uma luta, tem sempre que ser uma guerra, e tal qual um bom "Rocky", a vitória nem sempre vem, o perdedor também tem seu charme, quando a diferença da vitória e da derrota é decidida por um tríz, quando as bilheterias pedem bís.
É dura essa sensação de ser impar no mundo, como diria um famoso poeta mineiro "ser gauche na vida", ha! carlos esse bonde ainda passa cheio de pernas, me pergunto por onde andam as pessoas, a gente de verdade? atrás das telas dos computarores, nas alcovas dos escritórios nos grandes centros, enforcados nas gravatas, sufocados nos paletós, não há mais tempo para namorar o balanço dos quadrís das garotas de ipanema, da augusta ou seja lá de onde for, há menos ainda para passar "uma tarde em Itapoã, ao sol que are em itapoã... falar de amor em Itapoã.
De amor pouco falo, vivi e sei, que de amor, não há muito o que se falar e mesmo que se fale, não é nada comparado ao que se sente, eu já não sinto muita coisa, a indiferença pela dor alheia, a falta de emoções da adolescência e uma busca frenética pelo sucesso me tomam muito tempo, não sou tão viciceral  quanto o "Rocky"."

Att Leo Rocha