quarta-feira, 1 de junho de 2011

textozinho

"adeus... deveria ter dito, calei. Assim tem sido a vida, um misto de ações que faço ou deixo de fazer, que me impulsionam para a esqueda ou para direita, para cima ou para baixo, para ti ou para longe de ti.
Há muito tempo ando longe, tanto tempo longe de casa, as vezes não sei se ainda tenho casa, um lugar pra voltar, pra chamar de meu, acho que isso, como muitas outras coisas se perdeu também, mas diz o ditado que "a gente se vira com o que tem", afinal quem não tem cão caça com gato, mas a minha caçada é no maximo uma pescria, um ato paciente e solitário, em silêncio pra não espantar os peixes, rezando pra queo tempo não vire, mas desde de já eu sei, o tempo vira e vira depressa, chego a pensar que padeço daquele mal "Rocky balboa" sempre obrigado a arrancar um nocaute no último minuto, não basta ser apenas uma luta, tem sempre que ser uma guerra, e tal qual um bom "Rocky", a vitória nem sempre vem, o perdedor também tem seu charme, quando a diferença da vitória e da derrota é decidida por um tríz, quando as bilheterias pedem bís.
É dura essa sensação de ser impar no mundo, como diria um famoso poeta mineiro "ser gauche na vida", ha! carlos esse bonde ainda passa cheio de pernas, me pergunto por onde andam as pessoas, a gente de verdade? atrás das telas dos computarores, nas alcovas dos escritórios nos grandes centros, enforcados nas gravatas, sufocados nos paletós, não há mais tempo para namorar o balanço dos quadrís das garotas de ipanema, da augusta ou seja lá de onde for, há menos ainda para passar "uma tarde em Itapoã, ao sol que are em itapoã... falar de amor em Itapoã.
De amor pouco falo, vivi e sei, que de amor, não há muito o que se falar e mesmo que se fale, não é nada comparado ao que se sente, eu já não sinto muita coisa, a indiferença pela dor alheia, a falta de emoções da adolescência e uma busca frenética pelo sucesso me tomam muito tempo, não sou tão viciceral  quanto o "Rocky"."

Att Leo Rocha

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