Sei tão muito, do pouco de te que conheço. Nos segundos em que você vacilou e de relance, consegui te enxergar sem maquiagem, desprevinida de qualquer defesa. Queria poder dizer neste momento, que navego pela insegurança de águas mais profundas, onde se corre o risco de se perder e não conseguir mais voltar. Mas por hora, não é possível, O que experimento é o surpreendente sabor do desconhecio, do novo, que em muitos casos precede as grandes descobertas.
Sei de como teu cabelo cai caprichosamente sobre teus olhos, sobre a doçura do teu sorriso, das tuas palavras asperas, dos teus gestos delicados... Mas nada sei de teus medos, dos teus amores, de teus sonhos... o muito de profundidade que há por trás desse espelho que te reflete e te esconde.
Você me disse uma vez, que tinha a impressão de me conhecer há tempos. De fato, seja pelas nossas brigas ou pelos nossos sorrisos acho em você, algo familiar e afetivo. A relação tempo e espaço é intrigante, até mesmo para o próprio Einsten, quando no começo do sec XIX, desenvolveu sua famosa teoria da relatividade, chegando a conclusao que o tempo... é uma variável... Não entendo muito de números, mas sobre o tempo sei que existem pessoas que partilham do nosso convívio durante anos e não nos conhecem, outras, mistériosamente, nos causam uma impatia tão grande, que chegamos a acreditar que já haviamos a conhecido, de um passado distante ou outras vidas quem sabe... a ciência e o espírito seguem cursos distintos, como uma ferradura, onde os extremos estão muito mais próximos do que o centro.
De toda sorte, seja nessa vida ou em outra... é sempre um prazer revê-la...
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