sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

poema

Ir além,
Quando a cabeça pesa e os joelhos dobram,
Quando os olhos molham a terra seca,
Onde não se sabe voltar,
Onde quem não sabe orar,
Olha pro pre céu com olhos famintos  e diz:
Amém...

Estar a sós,
Sobre o clarão do Sol,
Rasgar a garganta e buscar o nó,
Abrir o coração e tirar o pó,
Dos sentimentos esquecidos...
Por baixo de tanta poeira,
saber que bate um coração ainda vivo...
como tem que ser...

Chegar ao fim...
Poesia que trasncende...
O amor se esconde nas entrelinhas,
Não quer ser descoberto,
Não quer gritar aos quatro cantos,
Quer continuar invisível,
Longe dos outros sentimentos que querem ser maiores,

Só há amor indefinível,
O resto é convenção!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Desconectar

Desconectar,
fechar os olhos,
Salto na escuridão de meu ser...
amplidão, noite em treva
solidão,
O silêncio ensurdecedor...
Emudecito,
teus lábios de leve tocam os meus...
dividindo nossos mundos...
doces sonhos...
Desconectar...
Ver o invísível...
sentir o improvável,
amor...
Amor de noites em claro,
corpos quentes...
desconectar

domingo, 20 de janeiro de 2013

quando você voltar II

Quando você voltar,
Traz o sol de volta leva a chuva,
Devolve o meu sorriso,
Leva as minhas lágrimas...
Ainda estou te esperando...

Quando você voltar,
Vem sem avisar,
Me faz uma surpresa,
Me conta como foi difícil ficar sem mim...

Quando você voltar,
esquece as coisas que eu disse
esquece tudo que existe
só não esquece o caminho de casa...

Quando você voltar...
Volta de uma vez...
Volta numa dessas voltas que o mundo dá...
Volta sem avisar...

quando você voltar I

Eu que já não sei mais chorar,
Que já não consigo mais levantar meus olhos para os céus
E juntar as mãos,
Não consigo tirar o nó da gartanta.
Não consigo mais esperar até o fim...
Então vou embora sem olhar pra trás,
E de alguma forma espero que as coisas terminem bem...

Não, eu não quero estar aqui quando você voltar,
Não, nada mais é como era...
Todas as coisas estão fora do lugar,
O mundo não é mais como costumava ser..

Quero a inha inocência de criança,
Se não for pedir demais,
Quero reencontrar outra vez minha esperaça,
Fazê-la florecer,
Com o primeiro raio de sol...

Dificil dizer quem estragou tudo...
Antes era só dançar a nossa música...
E não te deixar levantar da cama...
Eu realmente queria que o mundo acabasse alí...
Com o céu caindo sobre nós...

Não, eu não quero está aqui quando você voltar,
E perceber que nada deu certo...
Não, eu não quero estar aqui quando você voltar...
Dificil dizer... não é mais o meu lugar...


domingo, 13 de janeiro de 2013

poema do céu



A vida é mesmo feita de instantes, pequenos momentos em que tudo começa ou deixa de fazer sentindo. O instante em que te encontrei por algum acaso flutuando perdida como uma nuvem calma a rabiscar a monotonia azul de um céu anil, até o fatídico instante em que te perdi, traçado pelo corte do silêncio que paira sobre tudo que deixou de ser dito.
Tantas perguntas sem sentido, tantas vidas sem destinos, nossos desencontros do dia a dia...  O destino ditando o ritmo dessa dança desordenada de passos apressados. Por onde andará teus pensamentos nessa noite turva na qual escrevo? Por onde andará teus abraços nesses dias de caos e incertezas? Em quais horizontes paira a esperança verde de teus olhos?
Ah... Universos de incertezas, curvas de vazio, estrelas cintilantes de saudade... Outrora os deuses foram mais misericordiosos e me deram teu corpo nu, quente como o sol a se enterrar na profundeza dos mares, templo de prazeres, fonte de milagres.
Mora em mim ainda hoje o teu toque, e mesmo hoje, quando me ponho a vagar na imensidão de meu ser, ainda consigo ouvir o eco de tuas gargalhadas me convidando a sorrir. Mas nada lamento, nem o nosso primeiro olhar, nem a ultima briga, não sei quantas vidas tenho, mas se por acaso só tenha uma, outra escolha não me resta, a não ser escrever versos tristes em noites turvas como esta, e pintar o quadro mais colorido misturando as poucas tintas que tenho.