domingo, 13 de janeiro de 2013

poema do céu



A vida é mesmo feita de instantes, pequenos momentos em que tudo começa ou deixa de fazer sentindo. O instante em que te encontrei por algum acaso flutuando perdida como uma nuvem calma a rabiscar a monotonia azul de um céu anil, até o fatídico instante em que te perdi, traçado pelo corte do silêncio que paira sobre tudo que deixou de ser dito.
Tantas perguntas sem sentido, tantas vidas sem destinos, nossos desencontros do dia a dia...  O destino ditando o ritmo dessa dança desordenada de passos apressados. Por onde andará teus pensamentos nessa noite turva na qual escrevo? Por onde andará teus abraços nesses dias de caos e incertezas? Em quais horizontes paira a esperança verde de teus olhos?
Ah... Universos de incertezas, curvas de vazio, estrelas cintilantes de saudade... Outrora os deuses foram mais misericordiosos e me deram teu corpo nu, quente como o sol a se enterrar na profundeza dos mares, templo de prazeres, fonte de milagres.
Mora em mim ainda hoje o teu toque, e mesmo hoje, quando me ponho a vagar na imensidão de meu ser, ainda consigo ouvir o eco de tuas gargalhadas me convidando a sorrir. Mas nada lamento, nem o nosso primeiro olhar, nem a ultima briga, não sei quantas vidas tenho, mas se por acaso só tenha uma, outra escolha não me resta, a não ser escrever versos tristes em noites turvas como esta, e pintar o quadro mais colorido misturando as poucas tintas que tenho.

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