O que me dá esperança é saber que o amanhã não existe. Assim, ele pode ser outra coisa... amanhã pode ser melhor, um dia de sol ou um dia de febre que me faça faltar a escola e ficar escondido em baixo do cobertor assistindo tv. Amanhã pode ser tanta coisa... que pode até não ser... pode ser a chuva caindo, janela batendo, a despedida sofrida, o abraço materno... Amanhã pode ser a mesma coisa... a mesma monotonia, apatia, a guerra do dia a dia e o caos santo... O amanhã pode estar perdido em qualquer lugar... entre as doras de tuas roupas, atrás da sombra uma estrela do céu, numa gaveta do passado que guarda o teu perfume... Amanhã pode ser em qualquer tempo... presente, futuro e passado... pode ser cheio, minguante, crescente, e o que mais me agrada, novo... Amanha pode ser a sorte, o amor, o fim.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Conflito
Estou cergado de angústia...
Profusão de idéias, conflitar é meu lema!
Não vivo acostumado a segurança das conveniência,
Já vivi demais
Para me contentar com tamanha inocência...
Deixo isso aos pobres de espírito,
Que não sabem que são pobres,
Lutam todos os dias pela aceitação,
Provam insaciaveis o doce sabor do sim,
Enquanto eu,
Trago em minha boca seca o amargo veneno do não.
Não os invejo, Hipócritas!
Infelizes, pintam sorrisos nos rostos
E arco-íres no céu...
Mas no fundo de suas almas vazias e pálidas
Temem o que já vivem,
Mas negam-se a aceitar tal condição
Pois, é nesta hora
Que o meu veneno lhes parece a salvação...
E todos parecem ser remidos pela amargo do não!
Não me apego a felicidade
Que me oferece as convenções,
Dá mesma forma que jamais busquei a Deus
Dentro das religiões...
Me parece, que ambos se confundem e nos traem...
Nos abandonam e nos jogam aos leões...
Não fantasiarei flores onde só há pedras,
Nem esperarei sorrisos das bocas das feras
Pois é o conflito que me interessa,
Não a paz que me é vendida.
E que só perdura na ignorância...
Não me contento com pouco,
Sou um eterno faminto,
Dão-me a mão quero o braço,
Mas só o braço não me basta...
Quero tuas pernas e teus caminhos,
Quero teus anseios e tua entrega...
Ah... não espero que me entendam...
Precisariam viver mil vidas
E se entregar em todas elas,
Livrar-se do medo e se entregar a ele...
Num ato de amor dizer: eis-me aqui!
É mais fácil ser uma folha em branco,
Algo que possa ser esquecido numa gaveta qualquer...
Onde estão os colombos da nova era?
Onde estão os naufrágios de nossos mares?
Tão doces...
Como um beijo de jovela,
Chegamos em casa as seis...
Mesa posta, cama pronta...
Sem perceber vamos ficando empalhados na rotina
E ela nos sufoca,
Somos tão dependentes que já não conseguimos mais ser livres
E nos atrofiamos até sermos confundidos com u móvel velho...
Prefiro a angústia de saber que algo me falta,
Que nada me completa,
Que somos um erro de Deus...
Somos um erro de Deus...
E ninguem se importa...
Do que me deitar no aconchego quente
Das doces mentiras.
Profusão de idéias, conflitar é meu lema!
Não vivo acostumado a segurança das conveniência,
Já vivi demais
Para me contentar com tamanha inocência...
Deixo isso aos pobres de espírito,
Que não sabem que são pobres,
Lutam todos os dias pela aceitação,
Provam insaciaveis o doce sabor do sim,
Enquanto eu,
Trago em minha boca seca o amargo veneno do não.
Não os invejo, Hipócritas!
Infelizes, pintam sorrisos nos rostos
E arco-íres no céu...
Mas no fundo de suas almas vazias e pálidas
Temem o que já vivem,
Mas negam-se a aceitar tal condição
Pois, é nesta hora
Que o meu veneno lhes parece a salvação...
E todos parecem ser remidos pela amargo do não!
Não me apego a felicidade
Que me oferece as convenções,
Dá mesma forma que jamais busquei a Deus
Dentro das religiões...
Me parece, que ambos se confundem e nos traem...
Nos abandonam e nos jogam aos leões...
Não fantasiarei flores onde só há pedras,
Nem esperarei sorrisos das bocas das feras
Pois é o conflito que me interessa,
Não a paz que me é vendida.
E que só perdura na ignorância...
Não me contento com pouco,
Sou um eterno faminto,
Dão-me a mão quero o braço,
Mas só o braço não me basta...
Quero tuas pernas e teus caminhos,
Quero teus anseios e tua entrega...
Ah... não espero que me entendam...
Precisariam viver mil vidas
E se entregar em todas elas,
Livrar-se do medo e se entregar a ele...
Num ato de amor dizer: eis-me aqui!
É mais fácil ser uma folha em branco,
Algo que possa ser esquecido numa gaveta qualquer...
Onde estão os colombos da nova era?
Onde estão os naufrágios de nossos mares?
Tão doces...
Como um beijo de jovela,
Chegamos em casa as seis...
Mesa posta, cama pronta...
Sem perceber vamos ficando empalhados na rotina
E ela nos sufoca,
Somos tão dependentes que já não conseguimos mais ser livres
E nos atrofiamos até sermos confundidos com u móvel velho...
Prefiro a angústia de saber que algo me falta,
Que nada me completa,
Que somos um erro de Deus...
Somos um erro de Deus...
E ninguem se importa...
Do que me deitar no aconchego quente
Das doces mentiras.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
saudade de mim...
Hoje, minha saudade é diferente, em meio a tanta gente, senti falta de mim. Ah... meu ser perdido em meio a planos e objetivos do que quero ser, do que tenho que ser, acaba sobrando pouco tempo pra me divertir comigo, já que sou eu meu melhor amigo, que melhor me entendo, que sei mais que qualquer um das minhas dores e dificuldades e que as vezes me olho com os olhos marejados e penso: "ninguem vai roubar teu sonho..."
Saudade de ter tempo para rir sozinho, falar sozinho, assistir a mesma cena várias vezes e me emocionar em todas... as vezes me repito, as vezes me inovo, me invento e desinvento e faço o papel de Deus quando me ponho a perdoar minhas mais humanas falhas.
Dizem que o homem só é uma ilha, diria que não... é uma fortaleza, não que não tenha, ou não goste dos amigos, que em verdades são poucos, porém bons, não é isso. Ao contrário, eles são de suma importância, mas não nego que nos momentos mais importantes estamos verdadeiramente sós, é assim quando nascemos e certamente é assim quando morremos... um eterno jogo de se aceitar, entender e evoluir...
O que o menino perdido diria ao homem perdido? ambos estão sós... o que o passado doloroso pode ensinar ao presente complicado? o tempo é uma arca de silêncio e em comum passado e presente só dividem a esperança de dias melhores.
Saudade de ter tempo para rir sozinho, falar sozinho, assistir a mesma cena várias vezes e me emocionar em todas... as vezes me repito, as vezes me inovo, me invento e desinvento e faço o papel de Deus quando me ponho a perdoar minhas mais humanas falhas.
Dizem que o homem só é uma ilha, diria que não... é uma fortaleza, não que não tenha, ou não goste dos amigos, que em verdades são poucos, porém bons, não é isso. Ao contrário, eles são de suma importância, mas não nego que nos momentos mais importantes estamos verdadeiramente sós, é assim quando nascemos e certamente é assim quando morremos... um eterno jogo de se aceitar, entender e evoluir...
O que o menino perdido diria ao homem perdido? ambos estão sós... o que o passado doloroso pode ensinar ao presente complicado? o tempo é uma arca de silêncio e em comum passado e presente só dividem a esperança de dias melhores.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
o mundo é um deserto
Eu aposto que exatamente nessa hora, na qual escrevo, o mundo la fora é um deserto, cheia de pessoas secas, frias e porque não algumas raras exceções que valham a pena... mas aqui, a minha sala também é um imenso deserto, a diferença é que comigo eu me sinto menos só, do que com os outros, porque são eles que me lembram o quanto sou diferente... o quanto não me encontro em rodas da sociedade, o quanto despreso qualquer tipo de relação de conveniência, "puxassaquismo" barato, ternos e gravatas que apertam demais, uniformes da guerra, guerra do dia a dia.
Nesse exato momento dezenas, sentenas, milhares de homens descansam seus corpos cansados, enterram seus sonhos em travesseiros com as mãos ainda suja de concreto, homens que constroem o mundo, enquanto os burocratas perdem seu tempo o fazendo um lugar pior. Não nos conhecemos mais, em tempos digitais, onde é mais facil ficar on ou off, aparecer ou se esconder, a escuridão dos esconderijos tem perdido espáço para as telas de computadores, o mundo analógico é invadido pelo digital, e, aos poucos, se tornam uma coisa só, uma coisa nova. Eu ainda sou um primata que prefere se esconder na boa escuridão e quieto, assisto o desfeixo de uma história onde não sei se evoluo ou extingo-me.
Ah, onde estão os cordias apertos de mão, e abraços apertados, que sempre foram estranhos a mim, mas eram comum a toda gente. Reciprocidade, palavra que sinto falta de usar e sentir... Eu aposto, exatamente essa hora, na qual escrevo, o mundo é um deserto, todo homem é uma ilha e todo moinho é um dragão... Mas na rede, toda viagem é uma festa, em cada janela há um amigo e todo mundo tem um sorriso amarelo numa foto bonitinha... é o que chamamos de cibercultura.
Nesse exato momento dezenas, sentenas, milhares de homens descansam seus corpos cansados, enterram seus sonhos em travesseiros com as mãos ainda suja de concreto, homens que constroem o mundo, enquanto os burocratas perdem seu tempo o fazendo um lugar pior. Não nos conhecemos mais, em tempos digitais, onde é mais facil ficar on ou off, aparecer ou se esconder, a escuridão dos esconderijos tem perdido espáço para as telas de computadores, o mundo analógico é invadido pelo digital, e, aos poucos, se tornam uma coisa só, uma coisa nova. Eu ainda sou um primata que prefere se esconder na boa escuridão e quieto, assisto o desfeixo de uma história onde não sei se evoluo ou extingo-me.
Ah, onde estão os cordias apertos de mão, e abraços apertados, que sempre foram estranhos a mim, mas eram comum a toda gente. Reciprocidade, palavra que sinto falta de usar e sentir... Eu aposto, exatamente essa hora, na qual escrevo, o mundo é um deserto, todo homem é uma ilha e todo moinho é um dragão... Mas na rede, toda viagem é uma festa, em cada janela há um amigo e todo mundo tem um sorriso amarelo numa foto bonitinha... é o que chamamos de cibercultura.
Assinar:
Comentários (Atom)