quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Conflito

Estou cergado de angústia...
Profusão de idéias, conflitar é meu lema!
Não vivo acostumado a segurança das conveniência,
Já vivi demais
Para me contentar com tamanha inocência...
Deixo isso aos pobres de espírito,
Que não sabem que são pobres,
Lutam todos os dias pela aceitação,
Provam insaciaveis  o doce sabor do sim,
Enquanto eu,
Trago em minha boca seca o amargo veneno do não.
Não os invejo, Hipócritas!
Infelizes, pintam sorrisos nos rostos
E arco-íres no céu...
Mas no fundo de suas almas vazias e pálidas
Temem o que já vivem,
Mas negam-se a aceitar tal condição
Pois, é nesta hora
Que o meu veneno lhes parece a salvação...
E todos parecem ser remidos pela amargo do não!

Não me apego a felicidade
Que me oferece as convenções,
Dá mesma forma que jamais busquei a Deus
Dentro das religiões...
Me parece, que ambos se confundem e nos traem...
Nos abandonam e nos jogam aos leões...
Não fantasiarei flores onde só há pedras,
Nem esperarei sorrisos das bocas das feras
Pois é o conflito que me interessa,
Não a paz que me é vendida.
E que só perdura na ignorância...
Não me contento com pouco,
Sou um eterno faminto,
Dão-me a mão quero o braço,
Mas só o braço não me basta...
Quero tuas pernas e teus caminhos,
Quero teus anseios e tua entrega...

Ah... não espero que me entendam...
Precisariam viver mil vidas
E se entregar em todas elas,
Livrar-se do medo e se entregar a ele...
Num ato de amor dizer: eis-me aqui!

 É mais fácil ser uma folha em branco,
Algo que possa ser esquecido numa gaveta qualquer...
Onde estão os colombos da nova era?
Onde estão os naufrágios de nossos mares?
Tão doces...
Como um beijo de jovela,
Chegamos em casa as seis...
Mesa posta, cama pronta...
Sem perceber vamos ficando empalhados na rotina
E ela nos sufoca,
Somos tão dependentes que já não conseguimos mais ser livres
E nos atrofiamos até sermos confundidos com u móvel velho...

Prefiro a angústia de saber que algo me falta,
Que nada me completa,
Que somos um erro de Deus...
Somos um erro de Deus...
E ninguem se importa...
Do que me deitar no aconchego quente
Das doces mentiras.

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