Não preciso de explicações para os meus nadas, para os meus hiatos, para os meus vazios... sempre estiveram lá e de certa forma, mesmo que pareça contraditório, me preenchem. Não quero ser completo, quero estar sempre faltando, quero ser eternamente inquieto, quero que as dúvidas sejam minhas constantes, porém que se renovem a cada amanhecer, Não suportaria ser sempre o mesmo.
Toda compreensão esvai, esgota, limita. A lei da gravidade determina que soltos no ar os objetos tendem a despencar... entendemos isso... esgotamos isso... encerramos a esperança de que os objetos levitassem... bem... apenas para alguns de nós, a lei de Newton não foi suficiente para acalmar a inquietude de Santos Dumont, algo mais pesado que o ar deve voar... e assim nascia o avião... e assim crescia o sonho em meio a revolucionária ideia de que era possível, ele viu a possibilidade onde antes só se via a certeza.
Nada é certo, absolutamente nada é preciso... o que é determinante são as circunstâncias, se chovia ou se fazia sol, se estava ventando ou não, se seu time tinha ganhado no dia anterior... Nada é pra sempre, nada é pra ontem, tudo no seu tempo... cada verbo em sua conjugação... e de todas as minhas afirmações acima, eu só assino embaixo das minhas dúvidas.
O que seria do homem se não fosse o dom de duvidar? A partir das dúvidas nascem os questionamentos e então as possíveis respostas, porém "Nada é certo, absolutamente nada é preciso". Sócrates fez bom uso desse saber, desde então a dúvida ou o questionamento impulsiona o ser humano na busca daquilo que se define como verdade. Continue na sua inquietude, e sempre assine embaixo das suas dúvidas. Beijo grande.
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