segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Impossível a vida sem você

"Quero uma paixão que me roube o fôlego,
Que me afogue em beijos,
Que me roube a atenção,

Quero pernas entrelaçadas as minhas,
Teu corpo nu enrolado no meu lençol,
Teus beijos de novela...

Quero o perigo que esconde os caminhos do amor,
Tua pele de cobertor,
Não quero a dor de não te ter...
Não quero o risco de te perder...
É impossível a vida sem você.


domingo, 19 de outubro de 2014

vinho barato

Não espero que você entanda
que depois de duas garrafas de vinho barato
eu ainda esteja acordado pra falar de amor
não espere encontrar por acaso
em outros  abraços o no que te atou,

sei que a vida passa depressa,
que toda escolha é uma descoberta
E que quem perdeu já perdoou
é muito tarde pra falar de amor

Me explica quem sou,
Me explica quem sou!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

sonho de ícaro

Queria agora a leveza das asas de um voo qualquer, senão asas,  ao menos a beleza do sonho de Ícaro. Queria tocar o sol, sentir seu calor queimar meu rosto e minhas asas... queria a queda... senão a queda, ao menos a esperança de um chão que nunca chegasse, um poço sem fundo, um sonho sem fim, um cão sem dono, um amor do tamanha do mundo em mim..


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Foi apenas um sonho

Não que não soubesse que você era linda, não que não soubesse que você me amava muito mais até do que eu me amo, não que não soubesse dos teus olhos de miragens e da tua fúria de espírito, não que não soubesse da tua perfeição, não que não quisesse acordar do teu lado, casar e morar na casa ao lado da lagoa, não que não quisesse ser outro.
Pode um homem desafiar o seu espírito? pode um homem reinar sobre si? em todas as questões, em todas as aços há sempre mais de uma resposta, e simplificar nossas escolhas ao mero bom e ruim é o avesso da minha complexidade, Eu? justo eu, que consigo ser Ariel e Caliban, que com a mesma boca consigo ser o quente e o frio, o mais raso dos homens a possuir o sentimentos mais profundos.
Não se controla os ventos ou as tempestades, talvez eu ame numa brevidade desmedida, numa intensidade absurda, e tudo tenha sido apenas um sonho, como num filme que vi passando tarde da noite.

sábado, 11 de outubro de 2014

Não serei escravo dos meus medos

Não serei escravo dos meus medos,
Não serei refém de minhas pretensões,
Cavaleiro dos novos tempos,
Cantarei novas canções...

O mundo se abre a minha frente,
Com caminhos em diversas direções,
Tanto faz, se hoje não deu certo
O amanhã será melhor...

E nessas voltas do pontero
Só ficamos com o amor que damos,
Ou que recebemos,
Passe o dia, passe a noite, passe o tempo...

Serei livre como o vento...
Serei a brevidade do momento...
A intensidade das emoções...

Não temerei o mal que me espreita,
Não temerei medo algum,
Pois sei que moro onde a bondade fez casa...
Pois sei que tenho a sorte da proteção...

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Mares desconhecidos

Ando por aí perdido, hoje aqui, amanhã não sabe, ando por aí me entregando de verdade, sendo livre, sendo o que posso, batendo asas, afinal... pássaros não são felizes em gaiolas.
Tive mesmo que superar o meu medo de altura, superar a minha vertigem, e só então pude perceber a beleza da queda, o vento batendo no rosto, a adrenalina. Hoje sou feliz, porque sei que não contribuo com a infelicidade de ninguém, aprendi a me curti sozinho, a rir de mim, a me amar e principalmente a me bastar... Não sei até onde vai a minha autossuficiência, não sei até onde vai... mas também não sei do amanhã, e quero todas as incertezas, custe o que custar, quero me despir de todas as mascaras e enxergar o que há por baixo. Cansei de brincar de "o médico e o monstro", Talvez tenha cansado de tentar controlar o monstro, ou talvez tenha cansado de tentar protegê-lo.  Seja o que for... que aflore, que rasgue a pele fina da superfície e que venha conhecer a luz.
Chega que controlar minhas frustrações, meus demônios, minhas tempestades... Sou tão eles quanto os meus acertos, e o meu bom tempo. Ser errante que anda a passos tortos, mas sobretudo a passos largos.
Não, não posso deixar a vida passar, sem antes viver todas as minhas fases, andar no limite, conhecer lugares os quais jamais pensei fossem possíveis...
Se sou barco sem vela, se sou nau à deriva, que o sabor das correntezas sejam doces, e que minhas lágrimas salguem as profundezas desses mares desconhecidos.