Ando por aí perdido, hoje aqui, amanhã não sabe, ando por aí me entregando de verdade, sendo livre, sendo o que posso, batendo asas, afinal... pássaros não são felizes em gaiolas.
Tive mesmo que superar o meu medo de altura, superar a minha vertigem, e só então pude perceber a beleza da queda, o vento batendo no rosto, a adrenalina. Hoje sou feliz, porque sei que não contribuo com a infelicidade de ninguém, aprendi a me curti sozinho, a rir de mim, a me amar e principalmente a me bastar... Não sei até onde vai a minha autossuficiência, não sei até onde vai... mas também não sei do amanhã, e quero todas as incertezas, custe o que custar, quero me despir de todas as mascaras e enxergar o que há por baixo. Cansei de brincar de "o médico e o monstro", Talvez tenha cansado de tentar controlar o monstro, ou talvez tenha cansado de tentar protegê-lo. Seja o que for... que aflore, que rasgue a pele fina da superfície e que venha conhecer a luz.
Chega que controlar minhas frustrações, meus demônios, minhas tempestades... Sou tão eles quanto os meus acertos, e o meu bom tempo. Ser errante que anda a passos tortos, mas sobretudo a passos largos.
Não, não posso deixar a vida passar, sem antes viver todas as minhas fases, andar no limite, conhecer lugares os quais jamais pensei fossem possíveis...
Se sou barco sem vela, se sou nau à deriva, que o sabor das correntezas sejam doces, e que minhas lágrimas salguem as profundezas desses mares desconhecidos.
muitoooooooooo bommmm !!!!!!! "Não sei até onde vai a minha autossuficiência, não sei até onde vai... mas também não sei do amanhã, e quero todas as incertezas, custe o que custar..." muitoooo lindo !
ResponderExcluirMar calmo, nunca fez bom marinheiro!
ResponderExcluir