Me conta um história, me guarda na memória, me esconde da pressa das horas, me leva daqui... Talvez o problema seja mesmo amar, um mar que não tem fim, talvez o problema seja o azar, calar... Mas não me esquece, fala de mim, de um amor sem fim, como o acreditei ser possível... como algo incrível, lembra de mim... mesmo que tudo hoje esteja assim, mesmo que eu não esteja mais afim, que tenha chegado o fim.
O fim sempre chega, cedo ou tarde, chega. E logo passa, como tudo passa, verdade seja dita, tudo acaba em recomeço. Logo, volta aquele apreço, depois que se paga o preço, que às vezes é alto, às vezes se vende barato aquilo que se comprou caro, às vezes nada é nunca, as vezes tudo muda, tudo varia até chegar o outro dia, até perceber que se pagou mais do que valia, que se fez mais do que podia. Verdade seja dita, tudo acaba em recomeço.
"Me esconde da pressa das horas..."
ResponderExcluirQuanto talento, meu poeta predileto.