quarta-feira, 29 de abril de 2015

Não me comovo

Pode ser que seja mesmo muito difícil de te reencontrar em meio aos escombros, e enxergar a verdade em meio a tantas sombras, dentro da noite, perdido no tempo. 
Hoje eu entendo, não existem sentimentos imortais, embora todos os "Eu te amo" ecoem no vento, eles não voltam mais. Como um espelho quando se parte a vida tornou-se um quebra cabeça difícil de encaixar e tudo que se vê é um reflexo distorcido da imagem que já refletiu. 
E não há tempo... Não há tempo para o amor, não há tempo para a vida, ou para arte dentro do poema. O que há é o silêncio, o silêncio de formas destorcidas no inferno cotidiano.  Sou todo Caos, sou todo conflito. Atiro palavras como flechas, firo pessoas como alvo, e não me comovo com teus olhos de rubis.

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