Se eu fosse lhe contar o que eu já fiz, por onde andei, as coisas que eu vi, você não acreditária. Como pode você que viu as coisa mais fantásticas pela tv de sua casa, sentado no seu sofá comodo, entender qual o sabor que tem a manga tirada no pé, como é olhar a noite no fundo de uma motocicleta e ver as estrelas e se sentir pequeno, como é ficar perdido no meio do caminho com um amigo... você não me entenderia... Não me compreenderia agora, nem nunca... Eu que nasci só, que andei só e quantas vezes caí, eu que tive medo, que na última hora exitei, que namorei escondido, que enterrei tesouros quando criança, Não dá pra dizer qual temperatura tem a terra sem sujar as mãos no barro, o mesmo barro que Deus criou o Homem... Posso lhe contar minhas histórias, mas prefiro por hora esquecê-las, pra não morrer de saudade, na verdade de saudade eu vivo.
Outrora caminhos se abriram e os percorri, me perdi, te encontrei, Mas como poderia você seguir outro caminho, se não o dá contra mão do meu, pés no chão, adeus...
Eu galopando a solidão, meu cavalo de passos leves, leves como as mãos de um ladrão, procurei abrigo onde não havia, fiz juras a quem não merecia, tive perdas, negociei ganhos, Só não me peça pra explicar como é que se paga caro. Meu caro! Isso é um corte que trago aberto, um folha que trago em branco, uma conta pra acertar.
Na hora da partida ama-se mais, não ama-se apenas o fim, ama-se o início, o doce início... e tudo que se sucede depois dele, mas isso só sente quem parte, quem deixa, quem perde, numa metáfora infeliz quem parte está partido.
AH! monologo de silabas tortas, eu que sou monossilabo, escrevo o que não calo, deveria ser outro, ser burrro, deveria nunca ter te encontrado, para poder dormir em paz à noite.
Tem coisas que não mudam, não dá pra mostrar quão belo é o mundo, e quão grande as suas mazelas, para quem não vê, nem dá pra sentir o quanto a música emociona, para quem não houve, tão pouco nos conforta a palavra de quem não fala, nos sobram os gestos, uma série deles, o que por carinho recordamos ou que por mágua nunca conseguimos esquecer.
Como posso lhe contar sobre a nossa juventude, lhe dizer o quanto ela é efêmera, Você só saberá se ela ja tiver passado... é como um sopro, você a sente, ela lhe refresca, acaricia seu rosto, seus cabelos, mas passa depressa.
Amar, poderia lhe contar que amei, por diversas vezes amei, que foi bom, que me fazia sentir único, mas dessas coisas da adolescência, quase não lembro, ou prefiro não lembrar.
Att Leo Rocha
Que pena que preferir, não é "verbo de ação".
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