quinta-feira, 4 de outubro de 2012

sem sentido

Não entendo o porque insistimos tanto em entender e não conseguimos simplesmente ser... a estrela não é mais bela porque sabe que é estrela, apenas é! por isso brilha... e nada mais... ah... essa dificuldade de nos aceitarmos como corpos que vagam no infinito, que orbitam no nada e mesmo que esse nada se confunda com tudo não passa de nada, não passa de tudo, campo mais vasto, oceano mais profun
do, mundo largo mundo. Aos poucos, por acaso, vamos nos cruzando, nos marcando e nos esquecendo. Em qual esquina nos cruzamos? em qual nos esquecemos?
o cruzamento é um encontro de corpos diferentes que seguiam direções opostas, até que o Universo, que não passa do nada se confundindo com o tudo, exercendo sua força de atração os aproxima, mudando as uas direções, os retirando das rotas traçadas por um simples acaso. O acaso por sua vez, é um instante irracional, que não pode ser previsto, e influencia diretamente os cruzamentos. CAso a força de atração seja muito grande, esses corpos que antes vagavam no nada, traçando uma rota sem sentido se chocam causando a colisão. A colisão nada mais é do que o impacto violento de dois corpos que seguiam direções opostas, até serem atraidos um para o outro, querendo ocupar o mesmo espaço, se marcando mutualmente, há colisões que recebem o nome de amor, e no amor, há marcas que se curam, que cicatrizam e as que nunca fecham. Já Esquecer é sempre um ato egoista de deixar o que era seu partir e adotar o vazio de não saber o que completava aquele canto que agora não passa de um canto vazio e sem graça. E ainda assim, por pior que pareça, esquecer pode ser um ato necessário de sobrevivência.
 
poesia e anarquia
 

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