Sempre achei que não estava preparado para viver nesse mundo, antes eu tinha a impressão que de alguma forma inconsequênte Deus, ou sei lá quem, havia me atirado aqui, sem um anjo pra dividir as minhas dores, sem nenhum manual de sobrevivência, apenas um estranho no ninho.
Depois de um tempo passei a entender as coisas de um modo um pouco diferente. Talvez quem me jogou aqui, seja mesmo um irresponsável e inconsequente. Mas não porque não estou preparado para o mundo, é esse mundo que não está preparado pra mim. Fujo a toda frieza e indiferença que hoje é tão banal, amo demais, rio sem motivo, choro no cinema, saio na chuva e fico em casa num sabado de sol... Definivamente não sou comum, mas não vejo nisso problema algum.
Detesto as superficialidades porque me acostumei a ir a fundo nas minhas relações, lá onde me falta o ar, onde respirar é um ato de desespero e não um movimento involuntário... e só assim, entre o desespero de um último fôlego e a beleza do último mergulho atrás do desconhecido é que se pode dizer que apesar de tantas mazelas, viver é uma experiência incrível.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Partindo...
Eu imagino que você deva tá com tanto medo... Medo de ir embora, medo de não saber pra onde ir, medo de crescer, medo do preço que vão lhe cobrar pra ser feliz. Mas não te assutes, não és o primeiro pássaro a sair do ninho, muitos, antes mesmo de aprenderem a voar, caem. E aí estão sós, por sí. Alegra-te, por não está sozinha, embora o mundo seja muito duro, nada apaga aquelas tardes na escada, aqueles sorrisos e abraços, teus dias dividindo a mesa, o quarto, as experiencias da vida.... Comigo. O que conquistamos é nosso.
Ahh... a vida, a vida de verdade começa agora, antes era tudo sonho, era a juventude, a inesquecível juventude... Mas ninguem pode se esquivar do porvir. Admito que é difícil falar com os olhos molhados, minhas lagrimas falam muito mais, partir é um pouco estar partido, pela metade sabe?
Queria poder te abraçar, como se o meu abraço pudesse falar tudo que não consigo transpor em palavras, justamente por está além delas, e tranformar em ato, tudo aquilo que de tão puro se torna intrasnponível aos signos... Queria dar-te um pedaço meu, para que nunca mais nos perdessemos, pelo resto da eternidade.
Sei, ah eu sei que nada do que eu diga ou faça é bastante pra agradecer... mas agora é hora de voar, de seguir, ainda que me falte algo, Espero que partir não seja sinônimo de Adeus, que te encontrar seja questão de tempo, porque o que é verdadeiro permanece.
Foi um prazer, foi um amor, foi um acaso encontrar você.
Ahh... a vida, a vida de verdade começa agora, antes era tudo sonho, era a juventude, a inesquecível juventude... Mas ninguem pode se esquivar do porvir. Admito que é difícil falar com os olhos molhados, minhas lagrimas falam muito mais, partir é um pouco estar partido, pela metade sabe?
Queria poder te abraçar, como se o meu abraço pudesse falar tudo que não consigo transpor em palavras, justamente por está além delas, e tranformar em ato, tudo aquilo que de tão puro se torna intrasnponível aos signos... Queria dar-te um pedaço meu, para que nunca mais nos perdessemos, pelo resto da eternidade.
Sei, ah eu sei que nada do que eu diga ou faça é bastante pra agradecer... mas agora é hora de voar, de seguir, ainda que me falte algo, Espero que partir não seja sinônimo de Adeus, que te encontrar seja questão de tempo, porque o que é verdadeiro permanece.
Foi um prazer, foi um amor, foi um acaso encontrar você.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Raulzito já dizia
Ando cansado das mesmices, do muito óbvio, do fácil... E o que mais me impressiona é que meu grito parece ecoar sozinho nesse infinito universo, será que sou mesmo eu o estranho a toda gente? se for, melhor assim... Não quero me misturar nesse mesmo saco cafona de farinha...
Raulzito, já dizia "eu prefiro ser essa metamorfose ambulante...", parece que nesse vasto mundo só o raul me entendia, e eu, passo a entender cada dia mais o significado de ser um "maluco beleza."
Raulzito, já dizia "eu prefiro ser essa metamorfose ambulante...", parece que nesse vasto mundo só o raul me entendia, e eu, passo a entender cada dia mais o significado de ser um "maluco beleza."
domingo, 14 de abril de 2013
Carta ao oriente
Não sei se na correria dessa vida você tem tido tempo para ler a mim, te sinto distante, sou egoista e não me acostumo a tua falta, mesmo que para você ela seja sadia e necessária... Mas será mesmo que em algum momento já foi diferente, já estivemos juntos, ou só sabemos nos encontrar naquilo que nos é ausente?
Certo é que longe ou perto, ficção ou realidade, eu creio em ti e a nossa relação passa a ser irracional, porque creio. Creio como os fieis creem em Deus e os esperançosos no amor... não preciso te tocar, não preciso te ver... mas não abro mão de te sentir.
Certo é que longe ou perto, ficção ou realidade, eu creio em ti e a nossa relação passa a ser irracional, porque creio. Creio como os fieis creem em Deus e os esperançosos no amor... não preciso te tocar, não preciso te ver... mas não abro mão de te sentir.
sábado, 13 de abril de 2013
A era do desapego com d de depressão
a era do desapego com d de depressão,
pego, finjo que nego,
esqueço e deixo ir...
depressa ao fundo do poço,
deprimido entre planaltos e novos ares
Caatingas da alma e depressões...
Atmosfera de biotipos,
quase singelos, todos gélidos
quase uma tragédia, mas todos riem...
senso de humor na falta de bom senso...
pego, finjo que nego...
desapego do que despreso,
me encontro preso a tudo aquilo que amo
depressa, passam os carros
depressa, homens perdem os bondes
"que passam cheios de pernas"
"que passam cheio de pernas"
nessa era do desapego com d de depressão
depressa, me deprimo...
pego, finjo que nego.
pego, finjo que nego,
esqueço e deixo ir...
depressa ao fundo do poço,
deprimido entre planaltos e novos ares
Caatingas da alma e depressões...
Atmosfera de biotipos,
quase singelos, todos gélidos
quase uma tragédia, mas todos riem...
senso de humor na falta de bom senso...
pego, finjo que nego...
desapego do que despreso,
me encontro preso a tudo aquilo que amo
depressa, passam os carros
depressa, homens perdem os bondes
"que passam cheios de pernas"
"que passam cheio de pernas"
nessa era do desapego com d de depressão
depressa, me deprimo...
pego, finjo que nego.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
tão só...
é que eu tou tão só,
que vou acabar pirando,
sair por aí, andando
e bater na porta da tua casa
é que tou tão perdido
com o coração aflito,
- vem me encontrar...
só você que me entende...
não me manda embora,
esquece essa coisa de hora,
e deixa a eternidade entrar
ah... me diz o que fazer,
me leva daqui...
me leva pra ti...
não me abandona nunca mais...
que vou acabar pirando,
sair por aí, andando
e bater na porta da tua casa
é que tou tão perdido
com o coração aflito,
- vem me encontrar...
só você que me entende...
não me manda embora,
esquece essa coisa de hora,
e deixa a eternidade entrar
ah... me diz o que fazer,
me leva daqui...
me leva pra ti...
não me abandona nunca mais...
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Tanta coisa
Eu quero tanta coisa,
Quero tudo ao mesmo tempo
Teu sorriso de manhã
Teu cheiro ao acordar,
Quero sair de casa e ainda assim,
Encontrar um lar ao retornar
Se você pudesse me dizer alguma coisa o que seria?
Depois de tudo,
Há tanto por ser dito...
Se você pudesse ir pra longe daqui, pra onde iria?
Será que lá, eu também existiria?
A te infernizar, e te levar pro céu...
Confundir tudo,
Levar semanas num quarto de hotel...
Mas eu quero tanta coisa,
sem começo, meio ou fim...
Nossa lógica sem pé nem cabeça
Ganhar o jogo virando a mesa...
Ahh... difícil de entender
que com braços tão curtos,
Eu tente abraçar o mundo...
Quero tudo ao mesmo tempo
Teu sorriso de manhã
Teu cheiro ao acordar,
Quero sair de casa e ainda assim,
Encontrar um lar ao retornar
Se você pudesse me dizer alguma coisa o que seria?
Depois de tudo,
Há tanto por ser dito...
Se você pudesse ir pra longe daqui, pra onde iria?
Será que lá, eu também existiria?
A te infernizar, e te levar pro céu...
Confundir tudo,
Levar semanas num quarto de hotel...
Mas eu quero tanta coisa,
sem começo, meio ou fim...
Nossa lógica sem pé nem cabeça
Ganhar o jogo virando a mesa...
Ahh... difícil de entender
que com braços tão curtos,
Eu tente abraçar o mundo...
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Canção da terra do nunca
Enquanto o Estado
finge não saber dessa carnificina,
O planalto continua alimentando suas aves de rapina,
Com o pão nosso de cada dia...
Dá-me fé irmão...
Dá-me o pão...
Dá-me a mão...
É eu sei, é difícil acreditar,
Que vai mudar,
A população cresce em desespero
Enquanto uns mamam nas tetas do governo
Outros não tem onde mamar...
Enquanto uns nascem pra morrer
Outros nascem pra matar...
Morrer de fome...
Matar a sede...
Morrer na praia...
Matar o próximo...
A população cresce em ignorância
E eu me lembro de ser criança
E não ter onde morar...
Nasci no mundo irmão
Eu sou do mundo cão
Não Tiro os pés do chão
O que sobrou.
De todos os velhos discos
só me sobrou aquela
canção
Dos mais belos sorrisos
só me sobrou você...
De todos os dias vividos,
restaram apenas alguns minutos...
Pra te dizer tanta coisa...
Vem , volta agora...
Ignora, já é hora de se libertar
Desse mar de solidão que nos afoga.
Se amar é tão mais fácil,
Pra que reviver tantas dores do passado
Se amar é tão mais raro...
Ninguém reparou,
Os sorrisos amarelados das fotografias
Eu quero gargalhadas de felicidade
A vida real no quarto ao lado...
O toque, o tato, a sensação
Pé na estrada, coração na mão...
Nossos sonhos se perdendo pela contradição,
De estarmos sós nos cruzando por aí...
Brincando de amar...
Fingindo ser feliz...
Vivemos
Vivemos, e naquele momento teu sorriso foi a resposta pra tudo que desconheço, amamos como velhos amantes cançados de tentar achar o caminho pra felicidade, e sem procura-la em momentos futuros fizemos do presente, começo, meio e fim de um romance como nunca havia sido visto antes.
De amanhã não sei... talvez o futuro traga novos caminhos, novos "presentes", talvez no teu futuro eu esteja ausente, ausência essa que nossa história não partilha, porque de tantos enredos possíveis, escolhemos viver e vivemos... O desfecho, é algo etreaberto, meio sem porta, meio sem chave... e tudo fica livre, fica por ser dito, fica entre a gente, entre braços e pernas, beijos e bocas, minha mão tirando a tua roupa, tua mão cortando minha pele.
Me diz, se tem algo maior que a vida e tudo que ela nos tráz, me ensina como nos livrar do bem e do mal que ela nos faz... Difícil dizer, resta apenas a memória se repetindo no escuro desse quarto, e teu cheiro espalhado por toda parte.
De amanhã não sei... talvez o futuro traga novos caminhos, novos "presentes", talvez no teu futuro eu esteja ausente, ausência essa que nossa história não partilha, porque de tantos enredos possíveis, escolhemos viver e vivemos... O desfecho, é algo etreaberto, meio sem porta, meio sem chave... e tudo fica livre, fica por ser dito, fica entre a gente, entre braços e pernas, beijos e bocas, minha mão tirando a tua roupa, tua mão cortando minha pele.
Me diz, se tem algo maior que a vida e tudo que ela nos tráz, me ensina como nos livrar do bem e do mal que ela nos faz... Difícil dizer, resta apenas a memória se repetindo no escuro desse quarto, e teu cheiro espalhado por toda parte.
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