Sempre achei que não estava preparado para viver nesse mundo, antes eu tinha a impressão que de alguma forma inconsequênte Deus, ou sei lá quem, havia me atirado aqui, sem um anjo pra dividir as minhas dores, sem nenhum manual de sobrevivência, apenas um estranho no ninho.
Depois de um tempo passei a entender as coisas de um modo um pouco diferente. Talvez quem me jogou aqui, seja mesmo um irresponsável e inconsequente. Mas não porque não estou preparado para o mundo, é esse mundo que não está preparado pra mim. Fujo a toda frieza e indiferença que hoje é tão banal, amo demais, rio sem motivo, choro no cinema, saio na chuva e fico em casa num sabado de sol... Definivamente não sou comum, mas não vejo nisso problema algum.
Detesto as superficialidades porque me acostumei a ir a fundo nas minhas relações, lá onde me falta o ar, onde respirar é um ato de desespero e não um movimento involuntário... e só assim, entre o desespero de um último fôlego e a beleza do último mergulho atrás do desconhecido é que se pode dizer que apesar de tantas mazelas, viver é uma experiência incrível.
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