Sempre achei que o amor fosse eterna entrega. Amar... amar... e amar ainda, quando todos duvidarem, quando a vida botar a prova, quando o destino insistir em dizer não. Talvez por sentir o amor assim, eu não entenda aquelas pessoas que se dobram nas primeiras dificuldades, que renunciam ao direito de ser feliz com extrema facilidade. Amar sobretudo é um dádiva, um dom de morar no outro e ter o outro morando em si, é como sol que nasce logo após um dia nublado, o novo sol beijando a relva, é a chuva que molha a terra e vai escorrendo fenda após fenda impregnando-a, o vento beijando a pele causando calafrios, é noite densa, é mar aberto onde moram perigos, trágicos naufrágios, seguro abrigo, é doce abraço, meigo sorriso, é o valer a pena, o pagar pra ver, o sofrer, é o próprio ser... É o desespero das últimas horas, o princípio e o prólogo, são as quatro fases da lua, a solidão que assombra a madrugada das ruas, tua sombra despindo a tua imagem nua e sedutora... E com sorte, provemos disso uma ou duas vezes na vida.
LINDOOO *---*
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