Porra! tem dias que dá vontade de chutar o balde, sumir... encontrar algum lugar escondido e não sair de lá, buscar na escuridão o esconderijo de onde não se possa ser visto, e ao mesmo tempo encontrar nele o melhor mirante para ver estrelas...
Trago em mim, sentimentos sempre em excessos, eles não cabem em mim, por isso ando sempre transbordando, metendo os pés pelas mãos. Não espero bons julgamentos, nem prêmios por bom comportamento. Pouco importa as acusações de terceiros, é sempre mais fácil falar do que fazer, só quem está no campo de batalha pode sentir o cheiro da guerra, bons soldados vencem os combates, os generais apenas brincam de Deus, e todo o resto é falácia e ganância.
Por isso, não luto por bandeiras e não defendo rótulos. A normalidade da humanidade é a própria diversidade e enquanto não compreendermos isso, a solidão será sempre nossa melhor colônia de férias, e todo resto é enganação... a mascara que esconde o rosto, a multidão que esconde o vazio, a engenhosidade enganadora do truque, face a beleza da mágica.
A vitória ou a derrota são só ilusões, apenas estagios da mesma caminhada e tudo pode mudar num golpe de sorte, numa cartada certa, numa aposta de tudo ou nada... E muitos dirão que estar por um fio é viver entre o desespero e a sanidade, e eu vos direi: De certo que sim, mas na loucura há tamanha beleza, ver o que ninguem mais vê, e na sanidade por muitas vezes há uma prisão chamada monotonia, onde o mais importante é fechar os olhos pra o que nos cerca.
Ao que me cobram, eu não devo nada! não devo nada aos que nada me deram e esperam muito de mim em troca, não devo nada as bocas que me maldizem e aos olhos que me invejam, não devo nada a essa gente regressista que vive refém de uma moral que não seguem, não devo nada a quem me abandonou no meio da caminhada e compareceu apenas na hora da chegada. Mas desde já aviso: pra quem eu devo, sou de boa paga.
Esse é Fodaaaa
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