Vivemos tempo demais esperando respostas para as nossas dúvidas, procurando um manual que nos ensine o que é a vida, per vezes, nos esquecemos de viver. Não podemos culpar as circunstâncias, não podemos esmorecer, envelhecer ainda Jovens.
Onde andará as inquietudes das gerações que nos precederam, porque banalizamos tudo? o amor, a fome, a solidão, a dor... parece não haver mais individualidade, tudo hoje é produzido em grande escala, e nos deixamos enveredar por esses labirintos de prateleiras, de ofertas de atacado, de pessoas artificiais. Onde moram os sonhos? onde há alma nesse vasto mundo? não sei... talvez o caminho esteja com os navegantes dos novos tempos na busca pelos novos mundos, ou talvez tenhamos perdido a essência do animal primitivo que espreitava às noites, que sobrevivia nas trevas, mas que mesmo como toda sua limitação descobriu o fogo, trouxe à luz as primeiras cavernas.
Nosso instinto de sobrevivência hoje nos confunde. Num mundo onde os microchips levam teras de informações, como racionalizar? como selecionar o que é importante? ficamos apenas com a falsa sensação de segurança... Aquela mesma sensação que as grades nos dão nas metrópoles... Aquela mesma sensação que as penitenciarias nos dão, quando escondem os problemas... somos todos missionários no mesmo inferno, cumprindo a mesma pena.
Ah... ante todo o asfalto, preferia eu a poesia... preferia eu a liberdade, frente a opressão... preferia eu o som do mar quebrando nas pedras, face ao barulho dos motores. Mas o mundo anda depressa demais... Não! retiro o que disse! nós andamos depressa demais... o mundo é o mesmo desde de sempre... Esqueçamos a pressa, já que nossa existência é breve... Andemos devagar para passarmos pela vida saboreando cada momento, e para que quando chegue a hora em que ela ( a vida!), venha a desfilar à Vanguarda dos nossos olhos, tenha valido a pena.
Nenhum comentário:
Postar um comentário