"Experimentar o experimental..." dizia Waly Salomão... segui ao pé da letra, experimentei a vida... a vida inteira experimentei... não há nada mais bonito que os sonhos da juventude, onde todas as coisas são possíveis, onde distâncias indescritíveis são percorridas, os amores são provados e a revolução é feita nos muros, há mais poesia...o Infinito cabe na palma da mão... Mas também, não há nada pior do que envelhecer, não há pior do que ter sonhos e deixá-los pelo caminho. É como abandonar os pedaços que nos compõem.
De certo, entre as trincheiras e os canhões troando, existe muito mais sonhos do que sangue, mas nos deixamos enveredar pela ambição de sermos o que não somos, o essencial fica pelo caminho, porque embora mais pesado, o desnecessário brilha como joia e nos esquecemos da máxima que:"nem tudo que reluz é ouro."
Por ter pressa, me atirei de cabeça, me dei mal, me dei bem, tive minhas perdas e vitórias... E apesar de ter de aprender a conviver com a falta, era justamente ela, (a falta),o que me movia, que me levava a novos caminhos, a novos amores, a novos dias... é justamente nesse vazio que está a minha singularidade, é nele que me expando, que viro universo infinito... É nele que meus amores são maiores é lá que minhas dores moram, lá... onde é difícil de chegar, lá onde muitos se perdem... onde eu existo.
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