Gandes são as perdas que carregamos por um vida inteira.
Os olhos que nos perseguem e observam,
Dilaceram a alma, doem tanto...
Que depois não conseguimos sentir mais nada,
Grandes são as perdas que se se dão depressa,
Numa fração de segundos, numa porta entreaberta
Aquele sol que varava o quarto,
Tranformou-se num dia nublado, cinza...
Sem sabor...
Grande são as perdas, quando não esperamos perder
Quando amamos desesperadamente,
E quando não sabiamos que amavamos,
Como uma pedra lançada ao fundo do lago
A tristerza vai nos submergino,
A superfície e seu espelho se quebraram, pouco importa...
Grandes são as perdas que se dão num dia qualquer,
Sem hora, Nem data,
Apenas um postal que dizia: Goodbay!
Grande é a perda do amigo, do ente querido, do ser amado.
Grande é a perda da capacidade de amar, sonhar, se sensibilizar
O dia passa lento...
Quisera eu não ter pertido o poema,
Mas foi melhor tê-lo lido,
Grandes são as perdas irremediaveis, irreparaveis, inesquecíveis
Que se entranham em nós
Como um perfume que que quer sair...
Quisera eu que a bola não tivesse quebrado a vidraça,
Que ela não tivesse cruzado a rua,
Que a morte não estivesse a persegui-la,
O carro...o sinal... as guerras... os homens... os anjos... misseis direcionados... balas perdidas... A economia... a grade depressão... minha mãe afogada em tristesas... a fome... Os homens que agrediram os rapaz na esquina... o sonho do comunismo... o corpo lançado do alto do 20º andar... a mulher atropelada... a perda da inoscência... o poligono das secas, o mar e suas profundezas que colecionam navios naufragos, sonhos de riquesa, tesouros e descobertas...minha cidade natal... o choro...
Att Leo Rocha
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