Eu levei muito tempo até entender as coisas como eu entendo hoje, isso é natural, tão natural que nada impede que amanhã eu perceba tudo de maneira diferente de como entendo agora. Já
fui muito mais radical, hoje minha balança tende muito mais ao equilíbrio
Temos que começar a entender que certos tipos de pensamentos são feudais. O principal deles o das separações, vivemos segregrados lado a lado. Quando queremos ser aceitos em determinado grupo e excluir determinadas pessoas que não julgamos semelhantes a nós, isso não é diferente do apartheid, e como quem já não dorme sem um rito, já não dormimos sem nosso apartheid de cada dia. É assim nas favelas, é assim nas ruas, nas classes sociais e na vida. A curiosidade é que lutamos para ser aceitos, temos medo da rejeição, e quando acolhidos a primeira providência que tomamos é buscar a individualização naquele grupo, antes tão homogênio.
A linha do equador não foi posta alí por acaso, além de todas as razões geográficas, há escondido por trás das cortinas todos os vetores sociais. Nós criamos linhas imaginarias que nos subjugam, por isso a grande diferença do que esta acima e abaixo do Equador... Se somos individuais em nossas características, pela própria natureza do espírito humano, você pode questionar que não há nada testado quanto aos benefícios da homogeneidade, talvez não mesmo. Mas garanto que a harmoniedade é necessária nesse mundo de fronteiras invisíveis e linhas imaginárias. Afinal, como diria Leonardo Boff, "somos todos cidadãos da terra."
Vivemos numa era onde há um culto exarcebado as liberdades, reflexo do neoliberalismo ou da pópria natureza desbravadora e livre do espírito humano. Mas seriamos tão livres assim? Nossas idéias são realmente nossas? quando o Big Brother foi escrito, George will, ja previa que seriamos controlados, absorvidos todos os dias, pelo a avanço do mundo digital sobre o analogico. No filme genial de kubrick laranja mecanica, é facil perceber, quanto nossos valores conseguem ser dissolvidos pelo meio social, a moral é uma construção social, se vivessemos numa sociedade onde se legitimasse a barbarie (embora estejemos à beira dela), a barbarie seria moralmente aceitável?
Pra mim, nenhuma colocação define mais a nossa falta de liberdade do que Sartre quando diz... " eu descobri que eu não tenho escolha, e é justamente por isso mesmo que eu sou livre"... perceba, que a sandália que vôcê usa, o leite que você toma, até o tom caque da sua blusa, estão predeterminados antes mesmo de você nascer, iria alem... influenciados diretamente pelo lado do túnel rebouças que você nasce, ou do Equador se lhe cair melhor.
Moral da historiaa... o que é realmente seu, e o que querem que você pense que é?
Estar acima dos radares, "vibrar em outras frequências", é o que Nietzsche chamou de super-homem, o não alienado de Marx, o que Freud diria que não pode ser capturado nos planos dos discursos, os que não sentem a necessidade de estarem separados pelas linhas imaginárias não harmônicas, os que não são reféns do sofísmo.
Poesia e Anarquia
A linha do equador não foi posta alí por acaso, além de todas as razões geográficas, há escondido por trás das cortinas todos os vetores sociais. Nós criamos linhas imaginarias que nos subjugam, por isso a grande diferença do que esta acima e abaixo do Equador... Se somos individuais em nossas características, pela própria natureza do espírito humano, você pode questionar que não há nada testado quanto aos benefícios da homogeneidade, talvez não mesmo. Mas garanto que a harmoniedade é necessária nesse mundo de fronteiras invisíveis e linhas imaginárias. Afinal, como diria Leonardo Boff, "somos todos cidadãos da terra."
Vivemos numa era onde há um culto exarcebado as liberdades, reflexo do neoliberalismo ou da pópria natureza desbravadora e livre do espírito humano. Mas seriamos tão livres assim? Nossas idéias são realmente nossas? quando o Big Brother foi escrito, George will, ja previa que seriamos controlados, absorvidos todos os dias, pelo a avanço do mundo digital sobre o analogico. No filme genial de kubrick laranja mecanica, é facil perceber, quanto nossos valores conseguem ser dissolvidos pelo meio social, a moral é uma construção social, se vivessemos numa sociedade onde se legitimasse a barbarie (embora estejemos à beira dela), a barbarie seria moralmente aceitável?
Pra mim, nenhuma colocação define mais a nossa falta de liberdade do que Sartre quando diz... " eu descobri que eu não tenho escolha, e é justamente por isso mesmo que eu sou livre"... perceba, que a sandália que vôcê usa, o leite que você toma, até o tom caque da sua blusa, estão predeterminados antes mesmo de você nascer, iria alem... influenciados diretamente pelo lado do túnel rebouças que você nasce, ou do Equador se lhe cair melhor.
Moral da historiaa... o que é realmente seu, e o que querem que você pense que é?
Estar acima dos radares, "vibrar em outras frequências", é o que Nietzsche chamou de super-homem, o não alienado de Marx, o que Freud diria que não pode ser capturado nos planos dos discursos, os que não sentem a necessidade de estarem separados pelas linhas imaginárias não harmônicas, os que não são reféns do sofísmo.
Poesia e Anarquia
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