sábado, 1 de setembro de 2012

texto de sabado

Talvez daqui a algum tempo, eu tire a carta da manga e a roupa de festa do armário. Talvez daqui a algum o milagre que espero aconteça, pode ser que certas dores doam menos. De nada me adiantou a pressa, a correria, a agonia de viver, depois de um tempo, e de muitas batalhas, muitas derrotas, levantando e caindo percebi que tudo tem realmente o seu tempo, como estações... estações são sempre lugares de passagem, onde todo carro tem sua hora, seja na primavera ou no inverno. Racionalista que sou, ou que tento ser, reconheço que as vezes o acaso, destino, ou sorte ( Como queiram chamar ), é um jogador que desequilibra o jogo das razões, seja porque  ele tem  todas as cartas na manga, seja porque nesse jogo eu aposto tudo, e ele sempre não tem nada a perder. Mas não é sempre assim, posso garantir, que boa parte de meus fracassos se deram por erros de estrategia, quando hesitei e devia prosseguir, quando prossegui e devia parar.  Há uma piedade natural pelo homem que sucumbe, mesmo quando se vence a figura do vencido antes titânica, é algo que causa comoção. Uma pena que o destino, não padeça de mal.

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