sábado, 8 de setembro de 2012

Poesia marginal

Na marginal os marginais...
o rio separa as margens,
os marginais...
A noite nem acabou...
Vejo luzes acesas,
Os homens se põe de pé...
Caminham convictos de que hoje será diferente
Talvez um pouco mais a frente alguma esperança...

O rio separa as margens
O carnaval dos excluídos,
A fé dos sempre aflitos,
As armas letais..
Na marginal os marginais...

No coração das metropoles,
No submundo das capitas
Há um rio que separa os marginais...

E se as margens se unissem e não houvesse mais rio...
Rio de janeiro em fevereiro é carnaval,
mas não nas margens onde habitam os marginais

O menino empunhou a arma,
Não sabe nada da vida,
Menos ainda sabe da morte,
A ignorância lhe dá coragem...
A ignorancia é ópio, é odio, é ócio...

A margen não quer ser rio...
O rio não quer ser margem...
debaixo da ponte por onde passam cardumes de carros
maginais à margem da marginal!

Poesia marginal... sem métrica sem rima...
E todos vão repetindo como se andassemos em circulos
Na marginal os marginais
À margem poesia...
Os marginais
À sombra dos poderosos
os marginais
A desgraça dos povos...
os marginais
Os que morrem à míngua
Os marginais
Os que matam sem dó
os marginais...

Onde habitam??
À margem, das marginais...

Poesia e anarquia!

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