quarta-feira, 20 de abril de 2011

Ao som dos tambores

" o que as paredes pichadas tem pra me dizer, o que os muros sociais tem pra me contar, porque aprendemos tão cedo a rezar, porque tantas seitas tem aqui o seu lugar"

                                                                                             ( O Rappa )






Minha poesia vem a mim ritmada, marcada. 
Como marchas de soldados valentes
Quando estão frente a massacrar os inocentes
Minha poesia é negra e astuta
Como eram velhas escravas,
Como são as novas putas
Recebo o poema como quem recebe uma ordem
Como o cristo recebeu a cruz,
Depois foi lhe dada a morte.
Meu verso é escuro, pichado, rabiscado no muro

Mas ainda assim, minha poesia é vida
Faz-me renascer em mim a cada verso que morro
Milagrosamente nasço n'outro
Porque minha poesia:
É salvação dos tolos


( L. ROcha )

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