quinta-feira, 28 de abril de 2011

Não te ter...

Vêm de encontro a mim o vento...
Os medos entram sem pedir licença,
Então é noite e no céu a lua...
Lua de quadras e formas
E tua boca nua...
Tua boca de desejos
Por vezes de silêncio
Inocentes meus olhos te fitam...
Te observam tristes
Cobiçando o que não se pode ter
Mas te olho com  olhos de ladrão
De quem quer te roubar a todo instante
E todo instante é eterno quando não te roubo
Quando não te tenho e não te guardo...

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