Enfim, durante meus vinte anos de "boy" nunca fui homem de meias palavras, tão pouco de festas e natais. O motivo? Bem... Festas e natais me deprimem, são épocas em que você encontra-se com todos os conhecidos que não lhe conhecem realmente e logo a comparação é inevitável. Sou levado a pensar em minha vida e esse é um hábito que evito cultivar, porque d'entre o infinito de escolhas que não fiz corro o risco de ficar obcecado pelos caminhos que não percorri.
Não canto, não danço, tão pouco sou aluno brilhante, fui bom filho e escrevo razoavelmente bem. Ao longo de minha vida a regularidade foi minha marca registrada, o que não vejo como mau negócio. No entanto, antes que comece a despertar o seu sentimento de pena, aviso que sofro de um grande problema: A auto-estima elevada e diria até, que de uma pitada de egoísmo. Afinal, poderia está escrevendo algo mais produtivo, mas prefiro perder tempo falando de mim.
Mesmo sem nenhuma qualidade gritante, pelos problemas já supracitados, sou levado a acreditar que estou acima de qualquer limite, capaz de realizar qualquer coisa. Confesso que, no momento, não disponho de uma fantasia legal como as usadas pelos Super-Heróis, com capa e a sunga por cima do colan, Exibindo toda a masculinidade e erotismo próprios da indústria capitalista de meados do século XX. Posso dizer que sou muito mais para a identidade pública dos Super-Heróis.
Não me causa surpresa alguma, o homem aranha parar um trem desgovernado salvando centenas de vidas, pelo simples fatos dele dispor de uma força sobrenatural e teias resistentes, também não é difícil o Super-Homem salvar a mocinha quando ela está caindo do prédio em chamas, o " cara" tem tudo! Essa regra serve para quase todos os fantásticos.
Mas fantástico mesmo, é o Peter Parker, ser aluno brilhante na faculdade, pagar as contas com um "salário de miséria", o qual ela recebe pelas fotos do homem Aranha e como se isso não fosse ruim o bastante, ele ainda disputa o amor da Mary Jane com um milionário, que ainda por cima, é seu melhor amigo. É... Isso deve ser bem mais difícil que salvar New York dos malfeitores.
Se já é difícil pessoas extraordinárias lidarem com problemas comuns, imaginem o contrário. Nós que temos de nos proteger da violência urbana sem sermos a prova de bala e conquistar nossas mulheres sem nenhum daqueles truques legais. Além de nos salvar, o que já é, sem dúvida muito difícil, ainda arrumamos tempo para salvar o mundo, para tanto só basta economizar água, cuidar das florestas, não poluirmos tanto, ir ao trabalho de bicicleta quando possível, ajudar uma ONG, ajudar o próximo, etc... Não precisamos de fantasia e super-poderes para sermos heróicos, só precisamos ser mais HUMANOS.
By LEO.
é muito egoísta mesmo você, rsrs, querendo dar lição ao mundo, sobre como ser homem.
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